Operação visa proteção agropecuária
Na última terça-feira, 31 de março, o Aeroporto Internacional de São Paulo, localizado em Guarulhos, recebeu a chegada de quatro porcos-espinho africanos, que passaram por uma rigorosa fiscalização da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Essa ação é parte de uma operação de controle sanitário fundamental para permitir a entrada desses animais no território brasileiro.
Os porcos-espinho, compostos por dois machos e duas fêmeas, foram provenientes de um zoológico na França e têm como destino final o Zoológico de São Paulo. Para o Mapa, a autorização prévia e a apresentação de uma certificação veterinária emitida pelo país de origem são requisitos indispensáveis. Essas medidas visam proteger a saúde da produção agropecuária nacional, evitando a introdução de doenças que poderiam causar danos significativos.
Durante o processo de fiscalização, os porcos-espinho foram cuidadosamente acondicionados em caixas individuais, especialmente projetadas para garantir o bem-estar animal durante o transporte, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Ao chegarem ao Brasil, a equipe da Vigiagro realizou uma série de verificações, que incluíram a identificação dos animais por meio de microchips. Além disso, foram avaliadas as condições de saúde dos porcos-espinho e conferida toda a documentação sanitária fornecida pelas autoridades veterinárias francesas.
A fiscalização abrangeu também a verificação de exigências específicas para esse tipo de transporte internacional, como o isolamento dos animais por um período mínimo de 30 dias antes do embarque, além da realização de tratamentos preventivos contra parasitas. A checagem dos microchips foi crucial para assegurar que havia uma correspondência exata entre os animais que saíram da França e os que chegaram ao Brasil, minimizando os riscos de erros ou trocas durante o trajeto.
O auditor fiscal federal agropecuário Luiz Carlos Teixeira de Souza Junior, que acompanhou de perto essa operação, ressaltou que todo o manejo foi realizado de maneira tranquila, apesar da complexidade em lidar com uma espécie que requer cuidados especiais para evitar qualquer tipo de incidente. Uma vez que a liberação sanitária foi concedida, a responsabilidade sobre os cuidados dos porcos-espinho foi transferida para os técnicos do Zoológico de São Paulo, que seguirão todas as orientações necessárias para garantir a saúde e o bem-estar dos animais em seu novo habitat.
