A Homenagem no Senado
No dia 16 de dezembro de 2025, o Senado Federal promoveu uma sessão especial em homenagem aos 200 anos de nascimento de Dom Pedro II, celebrado em 2 de dezembro. A iniciativa reuniu parlamentares, especialistas e descendentes da família imperial, com o intuito de discutir a importância da figura central do imperador na formação institucional do Brasil.
No evento, os participantes enfatizaram o legado deixado por Dom Pedro II, que incluiu a estabilidade política, o respeito às instituições, e o incentivo à educação, ciência e cultura. Ele governou o país por quase cinco décadas, e as reflexões realizadas durante a sessão ressaltaram seu papel crucial na consolidação do Estado brasileiro.
Reflexão Histórica Sobre o Poder
A sessão, que ocorreu no Plenário do Senado, fez parte da agenda institucional voltada à reflexão sobre o desenvolvimento político e administrativo do Brasil. O senador Eduardo Girão (Novo-CE), autor do requerimento da homenagem (RQS 921/2025), destacou que o evento é uma oportunidade para considerar a importância da história e da política. Para ele, Dom Pedro II exerceu seu poder com respeito às normas constitucionais e ao Parlamento, reafirmando a relevância do diálogo e da governança na política.
Girão ainda observou que a Constituição de 1824 viabilizou um modelo de equilíbrio entre os Poderes, permitindo que o imperador atuasse como moderador, focando em decisões estruturantes para o país. Ele argumentou que os valores associados ao Segundo Reinado são pertinentes ao debate contemporâneo sobre governança e estabilidade democrática.
A Unidade Nacional e a Estabilidade Política
Outros senadores também se manifestaram. Izalci Lucas (PL-DF), por exemplo, ressaltou a singularidade de Dom Pedro II na história do Brasil, destacando como o imperador conseguiu preservar a unidade nacional, mesmo diante de um contexto repleto de instabilidades. Ele enfatizou a importância de transmitir esses ensinamentos às novas gerações, como um exemplo de compromisso com o interesse público.
Dom Pedro II como Chefe de Estado
Entre os convidados, dom Bertrand de Orléans e Bragança, trineto do imperador, falou sobre o papel de Dom Pedro II como líder e símbolo da unidade nacional. Segundo ele, o imperador foi fundamental para garantir a estabilidade e a continuidade do regime, mantendo a coesão territorial e institucional do Brasil após a Independência. Para Bertrand, o período imperial foi crucial para que o Brasil se consolidasse como uma nação soberana com suas próprias bases administrativas.
Fortalecimento do Legislativo e do Compromisso com o País
O deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP) também destacou a formação do imperador e seu papel como estadista. Ele recordou que Dom Pedro II renunciou ao exercício direto do Poder Executivo em 1847, passando a atuar como moderador, uma decisão que, segundo ele, fortaleceu o Poder Legislativo e ajudou a manter a estabilidade política no país. Luiz Philippe defendeu que a trajetória de Dom Pedro II é um testemunho de seu compromisso contínuo com o Brasil e sua população.
Contribuições para a Educação e a Cultura
O evento também contou com a presença de Maria de Fátima Argon, sócia honorária do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que discutiu a contribuição do imperador para a formação do patrimônio científico e cultural do Brasil. O historiador Laudelino Oliveira, por sua vez, destacou a dedicação de Dom Pedro II ao serviço público, ressaltando que ele foi preparado para servir ao país e exerceu suas funções por quase 50 anos, viajando por grande parte do território nacional.
Durante a sessão, um vídeo institucional produzido pelo Instituto da Nobreza Brasileira apresentou a trajetória do imperador, e a cerimônia foi encerrada com uma apresentação da Banda Sinfônica do Exército, que executou o Hino da Independência. No final do evento, os convidados receberam uma placa comemorativa alusiva ao bicentenário de nascimento de Dom Pedro II, entregue pelo senador Eduardo Girão.
