Uma Estratégia de Reeleição sem Precedentes
Às vésperas do ciclo eleitoral de 2026, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, está delineando uma estratégia de reeleição que se destaca pela inovação e articulação política. Ele busca consolidar uma chapa majoritária que conta com o apoio de dois ex-governadores como pré-candidatos ao Senado Federal: o atual ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner. Essa formação não apenas reforça a base governista, mas também sinaliza um forte vínculo com o governo do presidente Lula, ampliando a agenda administrativa com investimentos significativos em mobilidade urbana na capital baiana, incluindo a construção de uma nova Rodoviária, a expansão do metrô, o avanço do VLT do Subúrbio e a construção da Ponte Salvador–Itaparica.
A composição política que se forma em torno de Jerônimo Rodrigues visa criar um bloco robusto capaz de unificar a base aliada e minimizar dissidências internas. A presença conjunta de Rui Costa e Jaques Wagner na chapa é vista nos bastidores como uma manobra de grande impacto, reunindo três gerações de liderança política em um mesmo projeto, o que pode potencializar a força de atração eleitoral na Bahia, tanto no interior quanto na capital.
Peso Político da Chapa Majoritária
Rui Costa, que mantém um diálogo aberto e direto com o Palácio do Planalto, traz consigo uma bagagem significativa em termos de musculatura institucional e capacidade de articulação a nível nacional. Por outro lado, Jaques Wagner detém uma sólida conexão com o eleitorado baiano, caracterizando-se como um dos principais formuladores da estratégia que tem governado o estado nos últimos anos.
Para Jerônimo Rodrigues, a construção desta chapa é mais do que uma simples estratégia de reeleição; trata-se de estabelecer uma continuidade administrativa que priorize a estabilidade política. A expectativa é que a força da chapa majoritária se traduza em tração eleitoral, dificultando o crescimento de candidaturas oposicionistas e consolidando uma base de apoio sólida.
Salvador: O Centro da Atração Eleitoral
A mobilidade urbana emerge como um dos pilares da gestão do governo da Bahia, especialmente em Salvador, que concentra uma parcela significativa do eleitorado. A capital funciona como um verdadeiro termômetro das políticas públicas estaduais, principalmente em áreas críticas como transporte e infraestrutura.
A nova Rodoviária de Salvador, projetada para substituir o terminal atual e integrar diferentes modais de transporte, é vista como um marco na reorganização logística da cidade. O novo terminal promete facilitar a conexão com o sistema metroviário, melhorando a fluidez no deslocamento dos passageiros e enfrentando os históricos gargalos no acesso à cidade.
Prioridades em Infraestrutura e Projetos Ambiciosos
A ampliação do metrô de Salvador está na lista de prioridades estratégicas do governo, com a construção de novas estações e a extensão de linhas voltadas para atender áreas em expansão e regiões antes negligenciadas. O metrô, consolidado como o principal eixo de transporte urbano, é considerado um dos legados mais significativos da gestão petista na Bahia.
O VLT do Subúrbio é outro projeto de destaque, planejado para substituir o antigo sistema ferroviário e modernizar o transporte na orla suburbana. As obras em andamento, com a inauguração de novas estações, são apresentadas como uma forma de reconectar áreas que historicamente receberam menos investimentos públicos.
A Ponte Salvador–Itaparica, por sua vez, se destaca como o projeto mais ambicioso em termos de impacto regional. Considerada uma obra vital para a integração econômica do Recôncavo e do Baixo Sul, a ponte é frequentemente mencionada pelo governo como um vetor de desenvolvimento logístico, turístico e industrial. Apesar dos desafios relacionados ao cronograma e financiamento, a insistência em manter o projeto em destaque na narrativa institucional revela seu papel estratégico não apenas como uma obra física, mas também como um símbolo de um plano de longo prazo para a Bahia, enfatizando a continuidade e a ambição administrativa rumo às eleições de 2026.
