Lideranças Capixabas em Destaque
Um levantamento recente revelou que quatorze empresas do Espírito Santo estão entre as 500 maiores do agronegócio brasileiro. Entre os gigantes nacionais que lideram o ranking, destacam-se nomes como JBS, Marfrig, Cargill, Ambev, Raízen Energia, Bunge Alimentos, Copersucar, BRF, Cofco International e Suzano. No que diz respeito ao cenário capixaba, a Sertrading se destaca, ocupando a 27ª posição geral. Essa empresa, focada no comércio exterior, registrou uma receita líquida impressionante de R$ 15,96 bilhões, consolidando-se como a melhor colocada do estado na listagem.
Em seguida, aparece a Fertilizantes Heringer, que ocupa a 82ª colocação, com uma receita de R$ 4,6 bilhões. A Heringer opera 12 unidades dedicadas ao armazenamento, mistura e distribuição de fertilizantes, além de contar com uma planta industrial situada em Viana, solidificando-se como uma das potências do agronegócio capixaba.
História e Investimentos no Cafeeiro
Logo atrás, o Grupo Tristão ocupa a 142ª posição, com receita de R$ 2,57 bilhões, sendo um importante player no setor cafeeiro há mais de 80 anos. O grupo é composto por marcas renomadas como Realcafé, Tristão Trading e Cafuso, além de ser um dos principais exportadores de café verde no Brasil. Para o próximo ano, a empresa anunciou um investimento significativo de R$ 20 milhões na construção de uma nova fábrica voltada para cafés especiais em Viana.
A cooperativa Cooabriel, a maior cooperativa de café conilon do Brasil, figura na 147ª posição com receita líquida de R$ 2,45 bilhões. Localizada em São Gabriel da Palha, a cooperativa conta com aproximadamente 9 mil cooperados e tem se empenhado em modernizar sua infraestrutura, com foco em armazenagem e logística. Recentemente, a Cooabriel também anunciou sua fusão com a Coopbac, cooperativa de pimenta-do-reino de São Mateus, e está desenvolvendo um projeto em parceria com a multinacional Cargill para cultivo de cacau na Bahia.
Oportunidades no Setor Cooperativo
A Nater Coop, por sua vez, ocupa a 149ª posição, com receita de R$ 2,44 bilhões. Sediada em Santa Maria de Jetibá, a cooperativa possui uma rede ampla, com 24 mil cooperados e 42 lojas agropecuárias espalhadas por Espírito Santo e Minas Gerais. No setor de proteína animal, a Frisa, localizada em Colatina, se destaca na 157ª posição, com uma receita de R$ 2,32 bilhões. Recentemente, a empresa investiu R$ 55 milhões em modernização, o que deve resultar em um aumento de 35% em sua capacidade produtiva, além de manter operações em Minas Gerais e na Bahia, com exportações para diversos mercados.
Comércio Exterior e Bioenergia em Ascensão
O ranking também inclui empresas ligadas ao comércio exterior de café, como a Unicafé, que ocupa a 178ª posição com receita de R$ 1,9 bilhão. Na sequência, a Nicchio Sobrinho Café é destacada na 261ª posição, com R$ 934,7 milhões, enquanto a Realcafé, de Viana, aparece na 333ª posição, com receita de R$ 578,4 milhões. No segmento de bioenergia, a Usina Alcon, com sede em Conceição da Barra, está na 357ª posição, com receita de R$ 470,8 milhões. Já a Buaiz Alimentos, especializada na produção de massas e farinhas, ocupa a 387ª colocação, com faturamento de R$ 332,8 milhões.
Outras empresas notáveis no ranking incluem a Kifrango, de Linhares, na 406ª posição, com receita de R$ 279 milhões; a Lasa, do setor de bioenergia, na 464ª colocação, com R$ 143,3 milhões; e a Caliman Agrícola, atuante no segmento de frutas, flores e hortaliças, na 481ª posição, com receita de R$ 105,4 milhões.
Empresas Capixabas no Topo do Agronegócio
O levantamento revela o potencial do Espírito Santo no cenário do agronegócio, com empresas que não apenas lideram em receita, mas que também promovem inovações e investimentos significativos. O estado demonstra, assim, que é um player relevante dentro do amplo setor agropecuário brasileiro.
