Cuidado com o Sarampo em São Paulo
A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo lançou um alerta sobre o aumento do risco de reintrodução do sarampo no Brasil, especialmente durante a temporada de cruzeiros de verão. Os cruzeiros costumam fazer paradas em diversas cidades do litoral paulista, o que pode facilitar a circulação do vírus. Neste ano, até o momento, foram notificados 38 casos da doença em todo o país, sendo que dois deles ocorreram no estado de São Paulo. Apesar disso, não há relatos de surto da doença em território nacional atualmente.
A população deve redobrar a atenção, visto que a circulação intensa de turistas, incluindo viajantes de outros países, coincide com a ocorrência de surtos ativos de sarampo em várias partes do mundo. A pasta de saúde enfatiza a importância da vigilância contínua e da atualização do histórico vacinal da população.
Importância da Vacinação
É essencial que as pessoas que planejam embarcar em cruzeiros, seja por turismo ou trabalho, estejam em dia com a vacinação da tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola. O ideal é que essa imunização seja realizada com, ao menos, 15 dias de antecedência em relação a qualquer potencial exposição ao vírus. Essa medida é fundamental para proteger não apenas os viajantes, mas também a população local.
Medidas de Prevenção Recomendadas
A Secretaria Estadual de Saúde também recomenda uma série de medidas para minimizar o risco de infecção. Entre elas, destacam-se:
- Cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir;
- Lavar as mãos frequentemente, utilizando água e sabão ou álcool em gel;
- Evitar compartilhar copos, talheres e alimentos;
- Não levar as mãos ao rosto;
- Evitar aglomerações e locais mal ventilados;
- Manter os ambientes limpos e arejados;
- Evitar contato próximo com pessoas doentes.
Essas práticas são fundamentais para proteger a saúde tanto dos turistas quanto da população que reside nas áreas de parada dos cruzeiros.
Identificando Sintomas e Buscando Ajuda
A Secretaria orienta que, caso os viajantes apresentem sintomas suspeitos até 30 dias após o retorno da viagem — como febre, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza ou conjuntivite —, devem procurar imediatamente um serviço de saúde. É importante informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos para prevenir a possível transmissão do vírus.
