Pedido de Libertação e Diálogo Internacional
No dia 4 de outubro, o Ministério das Relações Exteriores da China fez uma solicitação contundente aos Estados Unidos para que seja realizada a libertação imediata do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa. Ambos foram capturados no dia anterior, 3 de outubro, em Caracas e estão atualmente sob custódia em uma prisão federal localizada no Brooklyn, Nova York.
Para o governo chinês, um dos principais aliados políticos e econômicos da Venezuela, a ação dos EUA representa uma clara violação do direito internacional, além de confrontar as normas básicas que regem as relações internacionais e os princípios estabelecidos na Carta da Organização das Nações Unidas (ONU).
No comunicado oficial, o governo chinês enfatiza a necessidade de que os Estados Unidos assegurem a integridade física de Maduro e de sua esposa, além de demandar o fim das tentativas de desestabilização do governo venezuelano. Para a China, é essencial que a resolução deste impasse ocorra por meio de diálogo e negociações, em vez de ações coercitivas.
Este apelo representa a segunda manifestação oficial da China em relação ao incidente. No dia anterior, o Ministério das Relações Exteriores da China já havia expressado sua condenação ao uso da força pelos Estados Unidos contra Maduro, revelando estar “profundamente chocado” com a operação realizada na Venezuela. Este contexto de tensões entre os EUA e a Venezuela também destaca a influência da China no cenário político da América Latina, onde busca fortalecer laços e apoiar governos alinhados a sua visão.
Com um histórico de apoio ao governo de Maduro e de oposição a intervenções externas, a China continua a se posicionar como um defensor dos direitos soberanos da Venezuela. O desdobramento dessa situação poderá ter consequências não apenas para as relações entre China e EUA, mas também para a estabilidade política na América Latina, em um momento em que a região enfrenta vários desafios sociais e econômicos.
