Ações Judiciais do PT em Resposta à Situação Política
Na última terça-feira, o deputado federal Lindbergh Farias (RJ), que ocupa a liderança do PT na Câmara, protocolou uma representação à Polícia Federal (PF) contra o deputado Nikolas, afirmando que este deve ser preso por traição e atentado contra a soberania nacional. Farias argumenta que Nikolas e outros políticos, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, devem responder criminalmente por tentativas de normalizar a intervenção militar estrangeira no Brasil.
O petista também recordou que Eduardo está sendo processado no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, com base na acusação de que sua atuação nos Estados Unidos visava pressionar a Justiça brasileira em momentos críticos, como a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A representação de Farias destaca a gravidade das declarações feitas por Flávio, que sugeriu ataques de forças norte-americanas contra “organizações terroristas” na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, logo após um ataque a um barco supostamente ligado ao tráfico no Oceano Pacífico.
“Vocês são vira-latas, defendem isso mesmo. Querem que o Brasil seja colônia norte-americana. Vamos continuar defendendo a democracia”, afirmou Lindbergh, ressaltando a defesa da soberania nacional em meio a um cenário de crescente polarização política.
Reações e Processos Contra Críticas
O PT também resolveu processar o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), que em suas declarações se referiu ao partido como um “narcoafetivo” durante um comentário sobre a situação dos imigrantes venezuelanos. Ramuth lamentou o êxodo e afirmou que a situação dos imigrantes poderia ser revertida quando o estado deixasse de ter um partido “narcoafetivo” no poder.
“Lamentavelmente, o partido que está no poder aqui no Brasil é um partido narcoafetivo”, declarou o vice-governador, o que provocou a imediata reação do PT. Anteriormente, a legenda também havia iniciado uma ação judicial contra o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) por danos morais, após ele divulgar um vídeo associando o PT e Lula ao narcotráfico. O PT argumentou que as alegações de Bilynskyj são difamatórias e carecem de qualquer base fática ou jurídica, ainda mais em um período pré-eleitoral.
Conflitos e Memes na Política
Na mesma data, o deputado Reimont (PT-RJ) já havia protocolado um pedido de prisão contra Nikolas, alegando que ele sugeriu uma invasão para sequestrar o Presidente da República, o que deverá ser investigado pelo Ministério Público Federal (MPF). Reimont solicitou também a remoção do conteúdo publicado por Nikolas e o bloqueio de suas contas nas redes sociais. A controvérsia aumentou quando o ex-presidente do PSOL, Juliano Medeiros, e o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também acionaram a Procuradoria-Geral da República contra Nikolas por suas postagens.
“Maduro não deve ser preso por ser um ditador, mas eu devo ser preso por um meme. Vão se lascar”, reagiu Nikolas nas redes sociais após ser alvo de críticas. Em uma entrevista, ele declarou que a postagem sobre Lula foi apenas uma piada, mas não descartou a possibilidade de uma “intervenção externa” para que “criminosos paguem pelos seus crimes”.
Questionado sobre suas declarações, Nikolas insistiu que a realidade internacional não deve ser ignorada, mencionando as provocativas declarações de Maduro, que chegaram a desafiar o ex-presidente Donald Trump. Ele ainda citou críticas feitas pelo atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a atuação dos Estados Unidos em questões internas de outros países.
