Família Luta por Medicamento Prescrito
Na última terça-feira (6), o portal Acorda Cidade, de Feira de Santana, noticiou que o Assistência à Saúde dos Servidores Públicos da Bahia (Planserv) se recusa a fornecer medicamentos essenciais para o tratamento de câncer, apesar de uma decisão judicial que determina a entrega do remédio em até cinco dias. A situação dramática foi relatada pela professora Janildes Silva Pinho, que tem visto seu marido, Cledston Mário de Santana Lima, de 46 anos, enfrentar o agravamento do câncer de próstata com metástase óssea.
O quadro de saúde de Cledston se deteriorou rapidamente; exames genéticos revelaram uma mutação que sugere a necessidade do medicamento Olaparibe, uma quimioterapia oral de alto custo que pode custar cerca de R$44 mil mensais. Conforme relatado por Janildes, a expectativa médica é que o Olaparibe possa atuar na mutação identificada, permitindo um melhor controle da doença que não responde aos tratamentos tradicionais.
“A medicação é essencial. O Olaparibe vai agir diretamente na mutação genética que ele possui. Os médicos confiam que, com ela, conseguirão controlar sua condição, visto que os tratamentos convencionais não têm surtido efeito”, enfatizou a esposa. Contudo, o Planserv negou a solicitação do medicamento, argumentando que o Olaparibe estava disponível apenas para câncer de mama.
Após buscar ajuda legal, a família obteve uma decisão favorável em agosto de 2025, que obrigou o plano a fornecer o medicamento. No entanto, a situação se agravou, e o remédio ainda não foi entregue: “Até hoje, a medicação não chegou ao meu marido, e, enquanto isso, o câncer avança. A doença não espera a Justiça decidir”, desabafou Janildes.
Ela se sente impotente diante da situação. “É como se estivéssemos com as mãos atadas. Ver meu esposo definhar é angustiante. Estamos sendo ignorados, enquanto a doença avança. Todos queremos que ele viva. Ele não pediu para ter câncer”, afirmou a matriarca da família.
Uma Realidade Amarga para Muitos Brasileiros
Este caso é apenas um entre muitos que ocorrem no Brasil, onde, apesar da Constituição Federal garantir o direito à vida e à saúde de qualidade, muitas pessoas enfrentam barreiras para acessar tratamentos essenciais. A situação parece criar um ciclo vicioso, onde o interesse de seguradoras de saúde e instituições financeiras prioriza lucros em detrimento da vida humana.
Um exemplo trágico dessa realidade é o caso de Natália Pimenta, cuja morte foi precipitada pela negativa de tratamentos caros que poderiam ter salvado sua vida. O dinheiro necessário para o tratamento foi negado repetidamente até o último instante, evidenciando como as políticas de saúde podem falhar gravemente.
Infelizmente, histórias como a de Janildes e Cledston e a de Natália são reflexos de uma crise de saúde pública no Brasil. Enquanto o sistema deveria proteger a saúde e o bem-estar da população, ele frequentemente falha, deixando pacientes vulneráveis e sem assistência. Este cenário clama por mudanças significativas para assegurar que todos tenham acesso imediato aos tratamentos necessários, baseando-se no direito inalienável à vida.
