Desdobramentos do Ofício do CFM ao STF
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, reforçou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não possui intenção de interferir na execução da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita em resposta ao ministro Alexandre de Moraes, após o magistrado anular uma sindicância iniciada pelo CFM a respeito do atendimento médico a Bolsonaro, além de exigir que Gallo prestasse depoimento à Polícia Federal (PF) em um prazo de dez dias.
No ofício enviado nesta sexta-feira (8), Gallo afirmou que “jamais teve a intenção de exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal”. Ele destacou que as informações prestadas no documento evidenciam a “inexistência de justa causa” para o depoimento solicitado.
O CFM também comunicou que atendeu à decisão judicial, mas ressaltou que a sindicância visa proteger tanto a atuação dos médicos quanto a regularidade dos órgãos públicos envolvidos no caso. A entidade recebeu mais de 40 denúncias formais sobre a possível falta de atendimento ao ex-presidente, refletindo uma preocupação com a assistência médica adequada a Bolsonaro.
“O Conselho Federal de Medicina adotou procedimentos conforme a legislação vigente, promovendo os encaminhamentos administrativos necessários, sempre sem qualquer juízo antecipado sobre os fatos“, esclareceu a entidade ao ministro.
Bolsonaro, que foi hospitalizado para exames após uma queda, retornou ao cumprimento de sua pena na Superintendência da Polícia Federal de Brasília. De acordo com o boletim médico do hospital DF Star, ele apresentou uma “leve densificação de partes moles” na região frontal, resultante do trauma, porém não necessitou de intervenção terapêutica.
