Um Crime que Chocou a Comunidade
Na última quinta-feira (15), o homem suspeito de assassinar a mulher trans Jullyana Freitas Leite, de 40 anos, apresentou-se à Polícia Civil em Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia. O crime, que gerou indignação e repercussão na comunidade, ocorreu no dia 8 de janeiro deste ano e teve como motivação uma recusa no pagamento por um programa sexual. Até o momento, a identidade do suspeito não foi divulgada.
De acordo com informações, o homem se apresentou na Delegacia de Homicídios (DH) acompanhado de um advogado, mas decidiu permanecer em silêncio durante o interrogatório. Após ser ouvido, foi liberado já que não havia mandado de prisão em aberto e nenhuma situação de flagrante no momento de sua apresentação.
A Polícia Civil da Bahia anunciou que possui evidências suficientes para seguir com as investigações, incluindo provas testemunhais, e continua realizando diligências complementares para esclarecer todos os detalhes do caso. Assim que o inquérito for finalizado, o caso será encaminhado à Justiça, que decidirá sobre um possível pedido de prisão do suspeito.
Detalhes do Crime e Investigação
Jullyana Freitas Leite foi encontrada morta em sua residência, localizada na Rua Los Angeles, no bairro Parque Getúlio Vargas, por volta das 22h. De acordo com as investigações preliminares, a vítima alugava quartos do imóvel para atender a clientes e recebeu o suspeito por volta das 20h.
Após o encontro, o homem se negou a pagar pelo serviço, levando Jullyana a ficar com seu celular como forma de garantia. Ele alegou que voltaria com o dinheiro, mas minutos depois retornou armado e disparou contra a vítima, fugindo em seguida em uma motocicleta.
O celular do suspeito foi deixado na cena do crime e apreendido pela polícia, que também recolheu dois aparelhos da vítima e um carro que estava estacionado em frente à residência. A Delegacia de Homicídios informou que a principal linha de investigação sugere que o crime foi motivado por uma desavença relacionada ao pagamento.
Apoio à Comunidade e Próximos Passos
A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (SMPM) de Feira de Santana está acompanhando de perto o desenvolvimento do caso junto aos órgãos de segurança pública. A expectativa é que a comunidade receba apoio psicológico e social, uma vez que a violência contra a população LGBTQIA+ continua a ser uma preocupação crescente.
Assim, a investigação se torna não apenas uma busca por justiça, mas também uma oportunidade para discutir a segurança e a proteção da comunidade trans na região. O caso de Jullyana é um momento crucial para refletir sobre como a sociedade pode melhorar as condições de vida e segurança para todos os cidadãos, independentemente de sua identidade de gênero.
