Campanhas e Projetos para Enfrentamento da Violência no Trânsito em 2026
No dia 27 de janeiro de 2026, a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) promoveu uma coletiva de imprensa no auditório do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde apresentou um conjunto de ações voltadas para combater a violência no trânsito em Feira de Santana. O evento contou com a presença de representantes de instituições parceiras das áreas de trânsito, saúde e educação, evidenciando a importância da colaboração interinstitucional nesse enfrentamento.
Entre os participantes, estavam membros do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal e da Câmara da Mulher Empresária, que reforçaram a necessidade de uma abordagem unificada nas ações planejadas. Durante a apresentação, foram ressaltadas diversas iniciativas, incluindo campanhas educativas, ações integradas de fiscalização e projetos que serão implementados ao longo do ano.
O superintendente da SMT, Ricardo da Cunha Oliveira, destacou que essas ações visam reduzir acidentes e promover uma mudança de comportamento entre os motoristas e pedestres. As medidas previstas incluem o fortalecimento da Lei Seca, a inserção de educação sobre trânsito nas escolas, melhorias no atendimento às vítimas de acidentes e um congresso sobre o assunto, que está programado para maio.
Ricardo enfatizou a urgência de ações eficazes, afirmando que “se nada for feito, perdemos o controle”. O superintendente acredita que, com essas iniciativas, Feira de Santana pode não apenas apresentar resultados positivos, mas também servir de modelo para outras cidades brasileiras. “A preservação de vidas é a principal meta. Quando falamos sobre respeitar as leis de trânsito e não dirigir sob efeito de álcool, estamos nos comprometendo com a segurança de todos”, completou.
A diretora do Hospital Geral Clériston Andrade, Cristiana França, também abordou o impacto dos acidentes de trânsito no hospital, revelando que cerca de 80% dos pacientes politraumatizados atendidos são vítimas de sinistros viários. Em 2025, foram registrados 3.339 atendimentos desse tipo, o que representa um aumento de quase 7% em comparação com o ano anterior. Isso demonstra a necessidade urgente de ações preventivas.
Além disso, Cristiana ressaltou o custo elevado desses atendimentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e a crescente taxa de acidentes envolvendo motociclistas, que constituem a maioria dos casos atendidos. “É essencial que medidas simples, como o uso de capacete, a redução da velocidade e a conscientização sobre o consumo de álcool, sejam adotadas para evitar esses acidentes”, concluiu.
