Recordando a Grandeza do Fluminense de Feira no Campeonato Baiano
O Campeonato Baiano de Futebol deste ano está em andamento, com previsão de apenas nove jogos na fase inicial. Em contrapartida, em 1969, o Fluminense de Feira teve uma trajetória notável para conquistar o título estadual, disputando impressionantes 31 partidas e apenas sofrendo três derrotas no processo. O time garantiu o campeonato de forma antecipada e contou com o artilheiro da temporada, Freitas, que balançou as redes adversárias 24 vezes. Essa disparidade no formato dos campeonatos se deve ao calendário apertado da CBF, que limita os estaduais a poucos jogos. Para a torcida do Touro, que sonha com a volta à primeira divisão em 2027, essa lembrança é um testemunho da grandeza do clube.
Na expectativa do Campeonato Baiano da Segunda Divisão deste ano, a torcida do Fluminense de Feira, especialmente os mais antigos, relembra com carinho a rica história do clube, que já foi considerado uma das principais forças do futebol baiano. A comparação com o “Santos do Nordeste” destaca a relevância da equipe nos anos 60, quando dividiu o palco com estrelas do futebol nacional como Pelé.
Um Olhar Nostálgico sobre os Antigos Campeonatos Estaduais
Os torcedores mais jovens, que muitas vezes se voltam mais para o futebol europeu, podem não ter plena consciência da grandiosidade dos campeonatos estaduais do passado, especialmente o baiano, um dos mais tradicionais do Brasil. Durante a década de 1960, o Fluminense de Feira conquistou a faixa de campeão baiano em duas oportunidades, com grande orgulho e sucesso.
Lembrando o primeiro título, em 1963, o Fluminense teve que jogar 19 partidas em dois turnos, com nove vitórias, três derrotas e quatro empates, somando 24 gols marcados e 17 sofridos. Esse desempenho revela a qualidade do time, que contava com a base de jogadores do quadro aspirante, incluindo atletas dos clubes amadores locais, e apenas quatro jogadores profissionais. O técnico Antônio Conceição comandou a equipe rumo à conquista.
A disputa do campeonato era intensa, com a final sendo realizada em um formato de “melhor de três jogos” contra o Esporte Clube Bahia, resultando em igualdade nas duas primeiras partidas, que terminaram em 0 a 0 e 1 a 1, antes que o Fluminense garantisse a vitória por 2 a 1 no terceiro jogo.
A Campanha Impressionante de 1969
No segundo título baiano do Fluminense, em 1969, o caminho foi ainda mais desafiador. O clube teve que competir em 31 jogos, conquistando 28 vitórias e sofrendo apenas três derrotas, que ocorreram para equipes do interior da Bahia: duas para o Itabuna e uma para o Flamengo de Ilhéus. O Fluminense triunfou sobre o Bahia em duas ocasiões e empatou em outros dois jogos. Nos confrontos contra o Vitória, saiu vitorioso em todas as partidas.
Entre os momentos marcantes daquela campanha, a vitória impressionante por 7 a 0 sobre o Ideal de Santo Amaro da Purificação se destaca. Durante o segundo turno, o Touro sofreu apenas dois gols, mostrando a solidez da defesa. Apesar dos 21 gols sofridos durante o campeonato, Freitas, o atacante paraense, brilhou como artilheiro, com 24 gols marcados, superando os demais jogadores de todos os clubes participantes.
Estrutura Competitiva e Inovações
O formato do campeonato em 1969 incluía quatro turnos, dos quais dois eram classificatórios. Curiosamente, o Vitória, Leônico, Feira Esporte Clube e Flamengo de Ilhéus não participaram desses turnos. Em uma nota interessante, os dois confrontos entre o Fluminense e o Feira Esporte Clube, que é o mesmo Bahia de Feira, terminaram em empates de 1 a 1. A equipe técnica que levou o Fluminense ao título em 1969 era composta por Geraldo Pereira, que se tornou auxiliar, e Walter Miraglia, que se juntou ao clube vindo do Flamengo do Rio de Janeiro.
O campeonato de 1969 começou em 15 de janeiro, com uma vitória do Fluminense sobre o São Cristóvão por 1 a 0, gol de Delorme. A competição se estendeu até novembro, mas o Fluminense já havia assegurado o título em outubro, após vencer o Vitória por 1 a 0, com um gol de cabeça do artilheiro Freitas. No último jogo, um empate de 1 a 1 com o Leônico já era suficiente para confirmar a conquista do troféu, que foi celebrado por uma equipe repleta de talentos, incluindo Ubirajara, Ubaldo, Sapatão, Mário Braga, Merrinho e Nico, além de Jurinha, Freitas, João Daniel, Quincas e Robertinho.
