Autor da Perseguição é Capturado em Wanderley
Na última sexta-feira (30), uma ação integrada entre a Polícia Civil do Distrito Federal e as polícias Civil e Militar da Bahia resultou na prisão de um homem no município de Wanderley, no oeste da Bahia. Ele é acusado de realizar uma campanha de perseguição e terror psicológico contra a ex-companheira, através da criação de grupos no WhatsApp para compartilhar fotos íntimas da vítima. As informações foram divulgadas pela coluna Na Mira.
Segundo informações da Polícia Civil do DF, o homem, de 34 anos, descumpriu uma medida protetiva estipulada pela Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres em situações de violência. Ele teria usado as redes sociais para disseminar conteúdo íntimo da mulher, de forma a intimidá-la e prolongar uma situação de abuso psicológico.
A investigação teve início quando a vítima, uma mulher de 32 anos, registrou um boletim de ocorrência em Brasília. Em seu relato, ela contou que, após o término do relacionamento, começou a ser alvo de ameaças e perseguições. Para escapar da situação, ela decidiu deixar a Bahia e se refugiar no Distrito Federal. No entanto, as intimidações não cessaram e continuaram pelas redes sociais.
Após um trabalho intenso de inteligência, as autoridades conseguiram localizar o suspeito em solo baiano. A prisão foi efetuada pela Polícia Militar da Bahia (PMBA), com apoio de equipes da Polícia Civil local. O homem foi levado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça, enfrentando as consequências de suas ações.
Casos como este ressaltam a importância da aplicação da Lei Maria da Penha e da atuação das forças policiais no combate à violência contra a mulher. O uso de tecnologias, como aplicativos de mensagens, pode potencializar o alcance de abusos, tornando fundamental a conscientização sobre os riscos e os direitos das vítimas.
De acordo com especialistas, a divulgação não autorizada de imagens íntimas pode ser classificada como crime de violência de gênero, sendo necessário um olhar atento da sociedade e das instituições para prevenir e punir essas ações. A proteção das vítimas deve ser uma prioridade, e a colaboração entre diferentes esferas de segurança é crucial para garantir a efetividade das medidas de proteção.
