Incidente na BR-101 Chama Atenção para Problemas no Transporte de Pacientes
No dia 4 de outubro, uma ambulância da Prefeitura de Itororó, localizada no sul da Bahia, foi apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma operação na BR-101, nas proximidades de Feira de Santana. O veículo estava em deslocamento com um paciente idoso, que havia recentemente passado por uma cirurgia vascular e se encontrava em pós-operatório.
Após a apreensão, o filho do paciente fez um relato preocupante, afirmando que seu pai precisou aguardar a chegada de uma nova ambulância deitado no chão. Um vídeo que se espalhou pelas redes sociais mostra o desespero do familiar, que menciona que o idoso tinha recebido alta hospitalar em Salvador e estava a caminho de Itororó quando a abordagem ocorreu. “Estou aguardando e disseram que estão providenciando outro carro, mas até agora nada. É uma vergonha para uma prefeitura deixar uma ambulância atrasar. Como pode um negócio desse?”, lamentou ele nas imagens.
A Prefeitura de Itororó, por meio de um comunicado da Secretaria Municipal de Saúde, confirmou que a apreensão da ambulância se deu por irregularidades documentais. Apesar disso, a gestão municipal assegurou que o paciente “foi devidamente amparado” durante o incidente.
A administração local também explicou que as irregularidades enfrentadas pela frota são reflexos de pendências que se acumularam entre 2021 e 2024, heranças da gestão anterior. De acordo com a prefeitura, a ausência de uma transição adequada tem dificultado a regularização do estado das ambulâncias e outros veículos essenciais.
A PRF, por sua vez, informou que durante todo o processo de fiscalização, o paciente permaneceu dentro da ambulância, aguardando a chegada de outro veículo que, segundo a corporação, demorou cerca de 40 minutos. Essa situação levanta questões sobre a eficiência e a adequação do transporte de pacientes em momentos críticos, especialmente em regiões onde a logística de saúde pode ser comprometida.
O caso não só expõe os desafios enfrentados na gestão do transporte de emergência, mas também suscita um debate sobre a responsabilidade das administrações municipais na manutenção de serviços essenciais. Especialistas em saúde pública alertam que a falta de um transporte adequado pode ter consequências graves para a saúde dos pacientes, especialmente aqueles em situações vulneráveis, como é o caso de idosos que necessitam de cuidados constantes após procedimentos cirúrgicos.
Além disso, a repercussão nas redes sociais evidenciou a insatisfação da população com a situação. Muitas pessoas se perguntaram como uma ambulância, que deveria ser um símbolo de cuidado e atenção, pode se tornar uma fonte de angústia para aqueles que mais precisam. O episódio também destaca a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura e na gestão do sistema de saúde local, para que situações como essa não se repitam no futuro.
