Encontro Reúne Produtores para Debater Cultivo do Umbu Gigante
No último sábado (7), a produção e expansão do umbu gigante, uma fruta emblemática do semiárido baiano, foi tema central de um encontro promovido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) durante o 3º Dia do Campo, realizado na Fazenda Experimental Pedra Mole, em Vitória da Conquista. O evento atraiu dezenas de produtores rurais interessados em explorar as potencialidades dessa variedade como uma alternativa viável para diversificação de culturas, agregação de valor à produção e, consequentemente, aumento da renda.
Assis Pinheiro Filho, diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri e especialista no assunto, enfatizou a relevância do acordo de cooperação técnica firmado entre a secretaria e a prefeitura no ano anterior. Esse acordo visa disseminar a cultura do umbu gigante por diversos municípios baianos. “Estamos atuando na criação de jardins clonais em diferentes cidades, baseando-nos na experiência acumulada em Vitória da Conquista. O objetivo é que o umbu gigante se torne uma fonte de renda lucrativa para todos os produtores, além de promover essa joia do Nordeste brasileiro para o país e o mundo”, destacou Pinheiro.
O secretário de Desenvolvimento Rural de Vitória da Conquista, Breno Farias, também fez questão de sublinhar o potencial do município para o cultivo dessa variedade de umbu. “Mais da metade da nossa área territorial está situada no semiárido, um ambiente ideal para o desenvolvimento do umbu. Na Fazenda Experimental, estamos ampliando nosso viveiro com a meta de dobrar a produção de mudas, que hoje é de aproximadamente cinco mil por ano. Além disso, estamos incentivando os produtores locais para que Vitória da Conquista se torne o principal produtor de umbu gigante do Brasil. Estamos prontos para colaborar com outros municípios, em parceria com a Seagri”, acrescentou Farias.
Produtores Rurais Animados com as Possibilidades
Os participantes do encontro puderam ouvir palestras que ofereceram orientações técnicas e compartilharam experiências de agricultores que já cultivam o umbu gigante. Um dos produtores, Nelito Araújo, de 70 anos, estava entusiasmado ao levar mudas para seu sítio, localizado no distrito de São Sebastião. “Optei pelo umbu gigante por ser mais produtivo e rentável. Essa fruta pode ser utilizada para fazer doces e polpas e, para mim, que já planto mandioca e palma, pode representar uma renda extra significativa”, declarou Araújo, visivelmente animado com as novas oportunidades que se apresentam.
O umbu gigante não só se destaca pela sua versatilidade, mas também pelas condições climáticas favoráveis da região, que favorecem seu cultivo e produção. Com o suporte das iniciativas governamentais e o engajamento dos moradores locais, a expectativa é de que essa cultura se fortaleça, permitindo que mais agricultores possam usufruir dos benefícios econômicos e sociais proporcionados por essa fruta típica do Nordeste.
