Oportunidades para Diversificação Cultural
No último sábado, 7 de outubro, a importância da produção do umbu gigante na Bahia foi debatida durante o 3º Dia do Campo, promovido pela Prefeitura de Vitória da Conquista. O evento, realizado na Fazenda Experimental Pedra Mole, localizada no Distrito de Bate Pé, atraiu diversos produtores rurais interessados em explorar essa variedade típica do semiárido baiano. A discussão, conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), destacou as vantagens da diversificação da cultura, que pode agregar valor à produção e aumentar a renda dos agricultores.
Assis Pinheiro Filho, diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, enfatizou a relevância do acordo de cooperação técnica assinado no ano passado entre a secretaria e a prefeitura. Esse esforço visa a disseminação da cultura do umbu gigante em outras cidades da Bahia. “Estamos implementando a criação de jardins clonais em diversos municípios, aproveitando a experiência de Vitória da Conquista. Nossa meta é que o umbu gigante se torne uma fonte rentável para todos os produtores, além de revelar ao Brasil e ao mundo essa joia do Nordeste”, comentou o diretor.
Condições Favoráveis para o Cultivo
O secretário de Desenvolvimento Rural de Vitória da Conquista, Breno Farias, enfatizou que as condições do município são extremamente favoráveis para o cultivo do umbu gigante. “Mais da metade do território de Vitória da Conquista está no semiárido, que proporciona um ambiente ideal para o plantio do umbu. Na Fazenda Experimental, estamos ampliando o viveiro de mudas, que atualmente produz cinco mil unidades por ano. Queremos estimular os produtores locais e nos tornar o principal polo de produção de umbu gigante do Brasil, além de oferecer apoio a outros municípios por meio da parceria com a Seagri”, ressaltou Farias.
Experiência de Produtores Locais
Após as palestras que abordaram orientações técnicas e compartilharam experiências de agricultores com o cultivo do umbu gigante, o agricultor Nelito Araújo, de 70 anos, demonstrou entusiasmo ao adquirir mudas para seu sítio no distrito de São Sebastião. “Me interessei pelo umbu gigante por sua produtividade e rentabilidade. É uma fruta versátil, que pode ser usada para doces e polpas. Para mim, que já planto mandioca e palma, será uma ótima oportunidade de gerar uma receita extra”, projetou o produtor.
O evento não apenas promoveu o conhecimento sobre a cultura do umbu gigante, mas também fortaleceu a rede de apoio entre os produtores e as autoridades agrícolas, criando um ambiente propício para o desenvolvimento sustentável da agricultura na região. A expectativa é que, com ações colaborativas, mais agricultores se sintam incentivados a diversificar suas produções, garantindo melhores perspectivas de renda e contribuindo para o fortalecimento da economia local.
