Uma Festa de Inclusão e Cultura
No dia 4 de fevereiro, o Governo da Bahia lançou oficialmente o Carnaval de Salvador 2026, destacando um marco histórico com mais de 180 atrações sem corda. O evento, realizado no Largo Quincas Berro D’Água, no Pelourinho, enfatizou a importância de uma festa popular, gratuita e acessível. A apresentação foi marcada por um planejamento colaborativo que envolve mais de 40 órgãos estaduais, englobando diversas áreas como cultura, segurança pública, saúde, cidadania, turismo e comunicação, para assegurar a realização dessa grandiosa celebração, considerada o maior Carnaval de rua do mundo.
A cerimônia contou com a presença de figuras importantes, como o governador Jerônimo Rodrigues e a ministra da Cultura Margareth Menezes. O vice-governador e coordenador do Carnaval, Geraldo Júnior, também esteve presente, assim como secretários estaduais e representantes de diferentes setores culturais e administrativos da Bahia.
O lançamento atraiu um público diversificado, incluindo artistas renomados como Sarajane, Gerônimo, Luiz Caldas, Armandinho, Lincoln Senna, Márcio Vitor, Márcia Short, Negra Jhô e Flavinho, destacando a riqueza musical e cultural que caracteriza o estado baiano.
Carnaval como Política Pública
Durante o evento, o vice-governador ressaltou o Carnaval como uma política pública estruturante. Segundo ele, o planejamento meticuloso e a integração institucional são essenciais para garantir não apenas a segurança, mas também a inclusão de todos os participantes. “O Carnaval da Bahia é muito mais que uma simples festa; é cultura, uma fonte de emprego e renda, além de um símbolo de identidade e cuidado com as pessoas”, afirmou.
A abertura da cerimônia foi marcada por um cortejo animado da Charanga Axé e do grupo Filó Brincante, que culminou na entrega simbólica de barracas a trabalhadores locais do Pelourinho. O sambista Nelson Rufino encerrou o evento, consolidando o clima de celebração.
Investimentos no Programa Ouro Negro
A Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) anunciou um conjunto de iniciativas culturais, organizadas em dois eixos principais: o Programa Ouro Negro e o Carnaval do Pelô. O Programa Ouro Negro, que celebra 18 anos em 2026, contará com um investimento recorde de R$ 17 milhões, direcionados a blocos afro, afoxés, grupos de samba, reggae e blocos de índio.
O edital desse programa selecionou 95 propostas, visando fortalecer as manifestações culturais de matriz africana e valorizando a ancestralidade como parte da identidade baiana. A secretária de Promoção da Igualdade Racial, Ângela Guimarães, destacou a importância dessa iniciativa: “É uma forma de assegurar dignidade e espaço para essas ricas expressões culturais em um estado conhecido por sua alegria”, disse.
Programação Ampla e Diversificada
O Carnaval do Pelourinho também promete uma programação robusta, com mais de 250 horas de atividades, incluindo 81 atrações selecionadas por edital e cerca de 150 apresentações programadas no Centro Histórico. O cronograma contará com microtrios, apresentações em palco, bailes infantis, orquestras, bandinhas e performances artísticas, além de engajar mais de 150 municípios no circuito estadual, ampliando o impacto cultural e econômico da festa.
A ministra Margareth Menezes sublinhou o papel histórico da Bahia na formação do Carnaval brasileiro, afirmando que “foi o primeiro estado a realizar um Carnaval de rua, a capital onde surgiu o trio elétrico e onde nasceram movimentos fundamentais para a música popular brasileira”.
Atrações Confirmadas e a Diversidade Cultural
Entre as principais atrações confirmadas para o Carnaval do Pelourinho, estão artistas de prestígio como Criolo, Nação Zumbi, Chico César, Larissa Luz, Lazzo Matumbi, Pepeu Gomes, Davi Moraes, Luedji Luna, Gerônimo, Sarajane, Rachel Reis, Jammil, Ricardo Chaves, Vânia Abreu, Márcia Freire, Mariene de Castro, Negro Davi, Grupo Botequim e Batifun, além da Orquestra Reggae de Cachoeira. A lista reflete a rica diversidade cultural da Bahia e promete agradar a todos os públicos.
Uma Linha do Tempo do Carnaval Sem Cordas
A trajetória do Carnaval de Salvador revela um comprometimento crescente com a inclusão e a valorização cultural. Desde a criação do Programa Ouro Negro em 2008, passando pela consolidação de políticas públicas entre 2010 e 2020, até a gestão atual de Jerônimo Rodrigues, o Carnaval se firmou como um evento que não apenas entretém, mas que também promove ações sociais e culturais.
A previsão é que o Carnaval de Salvador 2026, com seu investimento recorde e uma programação ampliada, solidifique ainda mais esses princípios, garantindo que a festa represente a alegria e a diversidade que caracterizam a Bahia.
