Análise do Cenário Climático na Bahia
A meteorologista Cláudia Valéria, representante do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), participou na quinta-feira (12) da IX Semana Municipal de Proteção e Defesa Civil, realizada em Feira de Santana. O evento contou com a presença de representantes de instituições acadêmicas e órgãos estaduais e federais, além de especialistas nas áreas de meteorologia, planejamento urbano e gestão de riscos. O objetivo foi discutir estratégias eficazes para a prevenção de desastres e o fortalecimento das ações de Defesa Civil.
Durante sua apresentação, a meteorologista abordou o panorama climático recente da Bahia, com base em análises detalhadas do monitoramento das chuvas desenvolvido pelo Inema. Os dados apresentados incluíram informações sobre a precipitação ocorrida entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, período em que se observaram importantes variações regionais na distribuição das chuvas ao longo do estado.
Os mapas que ilustraram a palestra mostraram áreas com alta concentração de chuvas em contraste com regiões onde os volumes ficaram abaixo da média, ressaltando a irregularidade das precipitações em diferentes locais da Bahia. Além disso, foram divulgados dados sobre o monitoramento pluviométrico do início de março, destacando as áreas que experimentaram as maiores intensidades de chuva até o momento.
Impacto do Fenômeno Climático ENSO
Outro aspecto relevante discutido foi o acompanhamento do fenômeno climático conhecido como Oscilação Sul-El Niño (ENSO), que tem um papel significativo na alteração do regime de chuvas no Brasil. Atualmente, o cenário indica uma condição de neutralidade, ou seja, não há a presença efetiva de El Niño ou La Niña, com uma tendência de manutenção desse padrão nos meses futuros.
“Durante o evento, apresentamos um panorama do monitoramento climático realizado pelo Inema, com análises das chuvas registradas nos últimos meses e das tendências futuras para o estado. É possível observar importantes variações regionais na distribuição das precipitações, com algumas áreas registrando volumes acima da média e outras enfrentando déficit hídrico. Essas informações são essenciais para apoiar o planejamento das ações preventivas da Defesa Civil”, destacou Cláudia Valéria.
A meteorologista também trouxe à tona projeções de tendência de chuvas para o segundo trimestre de 2026 (março a maio), além de previsões de precipitação para os próximos dias, com variações esperadas entre os diferentes territórios de identidade da Bahia. Segundo ela, essas informações são fundamentais para subsidiar as ações de planejamento e prevenção desenvolvidas pelos órgãos de Defesa Civil.
