A Estratégia de Parceria entre os Clubes Baianos
A parceria entre Fluminense de Feira e Jequié, segundo Filemon Neto, presidente do Fluminense, visa tornar as equipes mais atrativas para os jogadores, que assinam contratos válidos por dez meses. Essa iniciativa surge em meio a um calendário desafiador, já que cada divisão do Campeonato Baiano é disputada em um semestre.
“A dificuldade para formar times com um calendário tão curto é imensa. Um clube tem apenas três meses de competição. Ao unirmos os três meses do Fluminense, os três do Jequié e os meses de preparação, conseguimos oferecer aos jogadores um calendário de dez meses. Isso proporciona mais segurança para eles, permitindo que tragam suas famílias e coloquem seus filhos na escola”, enfatiza Filemon.
O Comandante em Duas Frentes
O técnico Rodrigo Fonseca será o responsável por comandar as equipes em duas frentes. Atualmente, ele está focado na pré-temporada do Jequié, que se prepara para a Primeira Divisão do estadual. Contudo, Fonseca também está de olho na Série B do Campeonato Baiano, após cumprir sua missão inicial.
Eduardo Alves, presidente do Jequié, destaca: “Nosso foco agora é a Primeira Divisão e temos que fazer um grande trabalho. A competição é bastante desafiadora, mas estamos determinados a avançar o máximo possível”.
Planejamento Conjunto e Logística
Essa iniciativa vai além da simples divisão de jogadores e treinador. Os clubes também estão alinhados em termos de planejamento para 2026. A logística dos jogos e os treinamentos estão sendo organizados para atender de maneira eficiente os dois clubes, que estão separados por aproximadamente 250 km na Bahia.
“A pré-temporada será realizada em Feira de Santana, com os atletas treinando no Centro de Treinamento (CT) do Fluminense. Entretanto, todos os jogos do Jequié em casa acontecerão no Waldomirão, em Jequié”, explica Alves.
Inovação ou Tradição no Futebol?
Embora essa estratégia seja interessante, não é algo sem precedentes no mundo do futebol. Historicamente, já houve casos de técnicos que gerenciaram duas equipes ao mesmo tempo. Um exemplo recente é Fernando Diniz, que, no ano passado, comandou a seleção brasileira enquanto treinava o Fluminense, uma situação similar à que Luxemburgo enfrentou em 1998, quando dirigiu a seleção e o Corinthians simultaneamente.
Expectativas e Opiniões dos Jogadores
Atualmente, a parceria está em operação e deve se estender até pelo menos julho, quando se encerra a Série B do Campeonato Baiano. Embora os resultados em campo ainda não sejam definitivos, os envolvidos no projeto estão otimistas quanto ao sucesso da colaboração.
O meio-campista Luiz Fernando, que já conhecia as instalações do CT do Fluminense, expressou sua expectativa: “Espero ter uma boa temporada e conseguir o acesso”.
No entanto, nem todos compartilham dessa visão. Um torcedor do Fluminense de Feira comentou: “Não acho que seja bom para o Fluminense. O clube deveria ter seu próprio time e treinador, em vez de se associar a outra entidade”.
