Evento Inaugural Reúne Atletas de Diversas Regiões
A 1ª edição da Copa Pumas de Baleado teve lugar no último domingo, dia 15, no ginásio do Colégio Dínamo, em Alagoinhas. A competição contou com a participação de 20 equipes, sendo 10 masculinas e 10 femininas, todas compostas por atletas federados. Com o apoio da Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (Secet), o evento promoveu não apenas o esporte, mas também a união entre atletas de diferentes partes da Bahia.
Organizada pela equipe Pumas Baleado Alagoinhas, a competição visou fortalecer a modalidade de baleado no estado, ampliando sua visibilidade e promovendo a prática esportiva. Atletas de diversas cidades, como Jacobina, Santa Bárbara, Feira de Santana, Monte Santo, Salvador, Jequié e Ilhéus, participaram do evento, com Alagoinhas também sendo representada por duas equipes.
De acordo com Matheus Mônaco, presidente da Federação de Baleado da Bahia, a competição é um marco, pois envolve apenas atletas que já têm experiência em competições oficiais. “É um evento organizado pela equipe Pumas, daqui de Alagoinhas, e voltado para atletas federados. Não é qualquer pessoa que joga; são equipes que já competem oficialmente”, explica Mônaco.
Crescimento da Modalidade e Inclusão Social
O professor de Educação Física, Sérgio Santana, que assumirá a presidência da Federação no próximo mês, destacou o crescimento do baleado na Bahia. Ele enfatizou que a modalidade está se consolidando como um esporte competitivo, cada vez mais distanciando-se da imagem de uma simples brincadeira. “Hoje a gente trabalha com o baleado em nível profissional. É um esporte que cresce muito na Bahia e que se destaca também pela inclusão. Temos atletas a partir de 14 anos e pessoas de até 60 anos participando das competições”, disse Santana.
Além de seu caráter competitivo, o baleado também desempenha um importante papel social. Jennifer Barros Mota, técnica do time masculino Pumas Baleado Alagoinhas e atleta da equipe Medusa, ressaltou que eventos como este ajudam a aumentar o reconhecimento do esporte e a mobilizar a comunidade. “Muita gente ainda pensa que o baleado é apenas uma brincadeira. Hoje é um esporte sério, com arbitragem e federação. O baleado também tem um papel social importante, ajudando pessoas a lidar com ansiedade, depressão e oferecendo aos jovens das periferias um espaço de convivência e esporte”, destacou.
Organização e Expectativas Futuras
Para Erick Rocha de Sousa Lima, diretor da equipe Pumas e um dos organizadores do evento, a Copa Pumas foi o resultado de seis meses de preparação. O apoio institucional da Prefeitura de Alagoinhas foi fundamental para viabilizar a estrutura necessária para a competição. “Foi um trabalho de preparação longo. A gente precisou de apoio para tornar esse evento possível e mostrar a força do baleado em nossa cidade. A ideia é fortalecer o esporte e já pensar na realização da segunda edição”, afirmou Lima.
Resultados e Destaques da Competição
Os times femininos fizeram um grande espetáculo e conquistaram o público a cada vitória. A equipe Medusa, de Alagoinhas, saiu vitoriosa, garantindo o primeiro lugar após disputas intensas e bem estratégicas. O segundo lugar foi conquistado pelas Sapekas, de Feira de Santana, enquanto as Espartanas, também de Feira de Santana, completaram o pódio, evidenciando o protagonismo feminino no torneio.
No masculino, as disputas foram acirradas, e o time Bad Boys, de Feira de Santana, foi coroado campeão. O segundo lugar ficou com os meninos do Lions, de Salvador, enquanto a equipe Pumas de Alagoinhas garantiu o terceiro lugar, colocando o município em destaque nas competições.
João Henrique Paolilo, secretário da Secet, destacou a importância do apoio municipal às diversas modalidades esportivas. “Em Alagoinhas, entendemos o esporte como um importante espaço de inclusão, convivência e fortalecimento das nossas comunidades. A diversidade de modalidades esportivas presentes no município mostra exatamente isso: pessoas de diferentes idades, bairros e trajetórias encontrando no esporte um caminho para o lazer, para a saúde e também para a cidadania”, concluiu Paolilo.
