Um Ano de Ações para a Cultura Viva
O ano de 2025 foi marcado por uma série de iniciativas promovidas pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, com o objetivo de garantir que a população tenha acesso ampliado aos direitos culturais. Entre os destaques do ano, está o fortalecimento da rede de pontos e pontões de cultura, dentro da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), que busca construir uma Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares (PNCTP). Além disso, foram registrados avanços significativos em temas como culturas indígenas, cultura da infância e integrações interministeriais, que visam unir a cultura a áreas como saúde, educação, igualdade racial, trabalho, meio ambiente, direitos humanos e cidadania.
A secretária Márcia Rollemberg destacou: “Nossa principal missão foi garantirmos o acesso aos direitos culturais para os grupos mais vulneráveis. É fundamental reconhecer e valorizar quem faz a cultura acontecer em nossos territórios. O fortalecimento da participação social e a colaboração com outras instituições são fundamentais para avançarmos na cidadania cultural.” Márcia reafirmou o compromisso do Ministério em posicionar a cultura como um pilar essencial na construção de uma sociedade mais justa e democrática.
A importância da cultura é inegável; ela fortalece a identidade nacional e promove o respeito mútuo, transformando a realidade dos indivíduos e das comunidades.
Crescimento Histórico na Cultura Viva
A Política Nacional de Cultura Viva fechou 2025 com a impressionante marca de 12.731 organizações registradas no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, abrangendo dois mil municípios. Comparado aos 4.329 coletivos culturais que faziam parte da rede em 2004, esse número representa um crescimento quase três vezes maior. A expectativa é que a Política Nacional de Cultura Viva se espalhe por todo o Brasil, proporcionando acesso a mais cidadãos.
Esse crescimento é atribuído ao investimento histórico promovido pela Política Nacional Aldir Blanc, que estabeleceu um piso anual de recursos para a Cultura Viva. Para o novo ciclo, foram alocados R$ 415 milhões para projetos, premiações, concessão de Bolsas Cultura Viva e apoio a Fóruns e Teias de Pontos de Cultura, com a meta de atingir entre 8 mil a 10 mil pontos e pontões e envolver 565 jovens agentes culturais e 1.650 mestras e mestres das culturas tradicionais.
Cumprindo uma agenda participativa, o ano também foi marcado pela realização das Teias e Fóruns estaduais e municipais preparatórios para a 6ª Teia Nacional Pontos de Cultura pela Justiça Climática, programada para março de 2026, em Aracruz, Espírito Santo. Até agora, 11 unidades da federação já realizaram suas etapas preparatórias e elegeram delegados para o evento nacional.
Fortalecimento das Culturas Tradicionais e Populares
A estruturação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares teve destaque ao longo de 2025, com um processo participativo que envolveu diversas esferas da sociedade. Um Grupo de Trabalho coordenado pela Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, juntamente com 18 ministérios, 54 mestras e mestres e entidades da sociedade civil, construiu o texto-base da política, assegurando que expressões fundamentais da identidade nacional sejam cada vez mais reconhecidas e preservadas.
Entre janeiro e dezembro de 2025, ocorreram 20 Escutatórias Culturais em diversos estados, além de encontros temáticos que abordaram tópicos como reggae, cordel, capoeira e outros elementos da cultura popular. Uma iniciativa importante foi a criação do Consórcio Notório Saber, que busca integrar mestras e mestres em espaços educacionais e promover vivências culturais em instituições de ensino, com o objetivo de institucionalizar a cultura junto ao Ministério da Educação.
O lançamento da Bolsa Cultura Viva para Mestras e Mestres, que assegura um pagamento mensal de R$ 2.100,00, também foi um marco. Esse valor é equivalente à Bolsa de Mestrado do CNPq e tem como propósito apoiar as atividades culturais em escolas e pontos de cultura. No segundo ciclo da Aldir Blanc, foram destinados R$ 18 milhões para essas bolsas, com 30% do investimento da Cultura Viva voltado para as culturas tradicionais.
Foco na Diversidade Cultural
O Ministério da Cultura também avançou na promoção da diversidade cultural, estabelecendo parcerias intersetoriais para atender às demandas de diferentes públicos, como povos indígenas, crianças, adolescentes e a comunidade LGBTQIA+. Dentre as iniciativas, destaca-se a construção do texto-base do Plano Nacional das Culturas dos Povos Indígenas, que será debatido em diversas instâncias para garantir a participação ativa desses grupos no processo.
A intersecção entre cultura e saúde mental foi outro tema importante em 2025. Em setembro, a realização da Oficina Nacional de Saúde Mental, Arte, Cultura, Memória e Economia Solidária em Brasília reuniu especialistas e gestores para discutir a integração de políticas públicas voltadas para esses campos.
O Festival e Seminário Cultura Infância e Natureza, ocorrido em julho no Rio de Janeiro, teve como objetivo discutir o protagonismo das crianças nas políticas culturais e sua relação com as ações climáticas. Além disso, o Ministério esteve presente em eventos internacionais, como a 99ª Sessão do Comitê dos Direitos da Criança da ONU, em Genebra, e no 2º Encontro Internacional Cultura Infância, no Chile.
