Desafios e Estratégias no Agronegócio Paranaense
A edição 274 do programa Campo & Cia, promovido pelo Sistema FAEP, trouxe à tona uma análise minuciosa dos desafios enfrentados pelo agronegócio do Paraná em 2025. Entre as principais preocupações, destacam-se a crise na pecuária leiteira, que sofre com custos elevados e a crescente pressão de importações, e o risco de que a tilápia seja incluída na lista de espécies exóticas, o que poderia impactar negativamente a produção local. Adicionalmente, a exclusão de certos municípios dos critérios para renegociação de dívidas agravou a situação financeira de muitos produtores, que enfrentam dificuldades em um cenário econômico instável.
Em resposta a essas adversidades, o Sistema FAEP tem atuado de maneira proativa em diversas frentes. No que diz respeito à piscicultura, a entidade conseguiu a suspensão da lista que ameaçava a tilápia, uma decisão comemorada por muitos no setor. Em relação ao aspecto financeiro, a FAEP tem trabalhado para revisar critérios que, até então, dificultavam o acesso a um crédito de R$ 12 bilhões destinado à renegociação de dívidas. Isso inclui levar a discussão sobre a flexibilização desses critérios ao Conselho Monetário Nacional (CMN) e ao governo federal.
Durante uma entrevista no programa, Jefrey Albers, gerente do Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP, ressaltou a natureza cíclica e repleta de desafios do mercado agrícola. Segundo ele, “os produtores estão nas mãos do mercado internacional, e é imprescindível que consigam produzir com custos menores para ter alguma margem de lucro”. Essa declaração enfatiza a pressão contínua sobre setores como o de leite, que enfrenta uma grande volatilidade nos preços.
Para o futuro, a mensagem do Sistema FAEP é clara: os produtores devem adotar uma abordagem de gestão financeira rigorosa e cultivar uma mentalidade empreendedora. O foco deve estar na redução de custos de produção e no manejo eficiente das propriedades, visto que essas são estratégias essenciais para prosperar em um mercado de commodities cada vez mais desafiador. Essa visão, segundo Albers, é a chave para garantir a sustentabilidade das atividades rurais e a estabilidade financeira dos produtores paranaenses.
