Vitória consolidada no primeiro turno
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), confirmou a reeleição neste domingo (4) para mais quatro anos à frente do governo estadual. Com 95,42% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jerônimo registrava 55,29% dos votos válidos, superando os 44,22% do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). A margem garantiu sua vitória ainda no primeiro turno.
Disputa eleitoral e continuidade petista
A eleição deste ano reproduziu o embate de 2022 entre os mesmos candidatos, quando Jerônimo derrotou ACM Neto no segundo turno com 52,79% dos votos contra 47,21%. A tendência confirmada nas pesquisas foi mantida, especialmente no levantamento final da Quaest divulgado no sábado, que indicava empate técnico entre os dois, com 52% para Jerônimo e 48% para ACM Neto, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Com o resultado, o PT mantém o comando da Bahia, o maior colégio eleitoral do Nordeste e o maior estado governado pela sigla no país. A reeleição de Jerônimo poderá consolidar a permanência do partido no poder por 24 anos consecutivos ao término do mandato, em 2030, desde 2007 com Jaques Wagner, Rui Costa e o próprio Jerônimo.
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Senado e investigações em pauta
Também eleitos para o Senado pela Bahia, Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, obtiveram 29,84% e 27,40% dos votos, respectivamente. O candidato Angelo Coronel (Republicanos) ficou em terceiro lugar, com 20,30%, seguido de João Roma (PL), com 20,18%.
Wagner foi reeleito mesmo sob o impacto das investigações relacionadas ao Banco Master, que apura se ele favoreceu interesses do banqueiro Daniel Vorcaro e seu ex-sócio Augusto Lima no Congresso, em troca de vantagens indevidas. O caso também envolve ACM Neto, cujos documentos apontam pagamentos por meio de sua consultoria. Apesar do potencial desgaste, os episódios tiveram pouca repercussão na campanha, em um pacto tácito entre os grupos.
Estratégias e perfil dos candidatos
A vitória de Jerônimo interrompe a tentativa de ACM Neto de retomar o governo estadual e devolver o comando ao grupo político ligado ao seu avô, o ex-governador Antônio Carlos Magalhães. Durante a campanha, Jerônimo alinhou-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando as realizações de sua gestão. ACM Neto, por sua vez, focou na segurança pública e na defesa da alternância no poder.
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Jerônimo, aos 61 anos, é natural de Aiquara, no interior da Bahia. Engenheiro agrônomo e professor licenciado da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), tem trajetória ligada ao campo e à educação. Filho de agricultores familiares, mudou-se para Salvador ainda jovem para cursar Engenharia Agronômica na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Já ocupou os cargos de secretário estadual do Desenvolvimento Rural e da Educação, além de atuar no Ministério do Desenvolvimento Agrário durante o governo Dilma Rousseff.
