Composição da Chapa Opositora em Foco
À medida que o ciclo eleitoral de 2026 se aproxima, as articulações políticas na Bahia se intensificam, com foco na definição da chapa oposicionista liderada por ACM Neto (União). O ex-prefeito de Salvador é apontado como candidato ao Palácio de Ondina, e o ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), já figura como nome certo para uma das duas vagas ao Senado.
No entanto, as posições restantes na chapa ainda permanecem indefinidas, especialmente a de vice-governador e a segunda candidatura ao Senado. Recentemente, o nome do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), ganhou destaque, com interlocutores próximos ao grupo netista afirmando que sua influência nas lideranças regionais do interior é um fator crucial para a composição.
O fortalecimento do nome de Cocá se dá em meio a indícios de que José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana, prefere continuar seu mandato até o final, o que diminui as chances de sua renúncia para a vice. Zé Cocá, reeleito em 2024 com uma expressiva votação, é considerado uma opção estratégica, especialmente por sua consolidação política na região do Médio Rio de Contas, conforme revelam fontes do grupo.
Na última semana, um membro da equipe de Neto revelou que as negociações com Cocá estão avançando, embora a definição oficial ainda não tenha sido anunciada. O prefeito de Jequié, por sua vez, condicionou sua candidatura a compromissos voltados para obras estruturantes em sua cidade e na região, destacando a necessidade de um aeroporto regional como prioridade.
Outras Movimentações na Política da Bahia
Além das discussões sobre a chapa de Neto, outro tema quente é a situação do senador Angelo Coronel, que atualmente está no PSD, mas deve migrar para um novo partido, possivelmente o União Brasil, em meio a mudanças na oposição ao governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
Enquanto isso, a política na Bahia se agita com outras movimentações relevantes, como a prisão de Jhonata Santiago Souza, envolvido em um homicídio, e as novas diretrizes do juiz Pablo Baldivieso sobre a instalação de medidores de energia em terras indígenas. A questão da regulamentação da meia-entrada para doadores de sangue também se destaca, com um novo projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia.
As articulações continuam, e com o cenário político em mutação, todos os olhos se voltam para as próximas definições que podem moldar as eleições de 2026 na Bahia.
