Inflação Controlada Impulsiona Crescimento dos Pequenos Negócios
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com uma taxa de 4,26%. Este número representa o menor acumulado para um ano desde 2018, mantendo a inflação dentro do limite fixado pelo Banco Central, que é de 4,5%. No último mês do ano, o IPCA registrou apenas 0,33%, a menor taxa para dezembro no mesmo intervalo de tempo.
Décio Lima, presidente do Sebrae, comentou que “os números demonstram o acerto da política econômica conduzida pelo presidente Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que tem foco na distribuição de renda”. Segundo ele, “com a inflação em níveis mais baixos, a confiança entre os consumidores aumenta, o que impulsiona tanto o consumo quanto os investimentos, especialmente no setor que mais movimenta a economia brasileira: os pequenos negócios. Quando essas empresas prosperam, todos se beneficiam e, consequentemente, o Brasil cresce”.
O resultado do IPCA em 2025 foi fortemente impactado pelo aumento nos preços de setores como habitação, que registrou alta de 6,79%; educação, com variação de 6,22%; despesas pessoais, com incremento de 5,87%; e saúde e cuidados pessoais, que teve um aumento de 5,59%. Esses segmentos somaram cerca de 64% da inflação acumulada ao longo do ano.
Geração de Emprego e Renda pelas Pequenas Empresas
Outro aspecto positivo no cenário econômico é a geração de emprego e renda. Entre janeiro e novembro de 2025, mais de 1,3 milhão de novos postos de trabalho formais foram criados pelas micro e pequenas empresas no Brasil, de acordo com um levantamento do Sebrae utilizando dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Isso significa que, durante esse período, sete em cada dez vagas de trabalho formal foram geradas por pequenos negócios.
Este resultado já supera as contratações de 2024, que totalizaram 1,22 milhão de novas vagas. Em novembro, o setor de Comércio se destacou como o maior criador de empregos, com a geração de 63,4 mil novas contratações. O setor de Serviços ocupou a segunda posição, com 34,4 mil registros, enquanto a Construção completou o quadro com 1,5 mil novas vagas preenchidas.
Esses dados refletem uma tendência de recuperação e crescimento no mercado de trabalho, fundamental para a economia do país, que tem nos pequenos empreendimentos uma base sólida para o desenvolvimento econômico e social.
