Evento em Feira de Santana Reúne Representantes de Diversas Culturas
A III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia, considerada a mais significativa do Brasil, chegou ao fim no último domingo (1º), no Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), atraiu cerca de 500 participantes por dia durante o evento. A mobilização foi reconhecida pelo Ministério da Cultura (MinC), que destacou a abrangência e a força organizacional da edição baiana, consolidando propostas estratégicas e elegendo a delegação que irá representar o estado na etapa nacional.
João Pontes, diretor da Política Nacional de Cultura Viva do MinC, sublinhou a importância da Bahia nesse contexto. “Sem dúvidas, a Teia da Bahia foi a maior do Brasil. A realização de etapas regionais a partir dos territórios de identidade mostra a relevância da cultura baiana”, declarou.
Uma Representação Diversificada e Estratégica
Pontes destacou que a Teia na Bahia é um símbolo da expansão da política nacional, que aumentou de aproximadamente quatro mil para mais de 15 mil pontos de cultura certificados nos últimos anos. “A Bahia terá um papel fundamental na etapa nacional, com a eleição de 30 delegados e delegadas, além de uma forte participação na programação artística, na Feira de Economia Solidária, que contou com a presença de mestres e mestras da cultura, na cobertura colaborativa e no encontro de gestores”, afirmou.
A superintendente de Desenvolvimento Territorial da Cultura, Amanda Cunha, enfatizou que a variedade da delegação eleita reflete a identidade cultural do estado. “A representação de mulheres, pessoas negras, mestres e mestras, pessoas com deficiência, jovens, população LGBTQIAPN+ e povos indígenas mostra que essa política é a verdadeira cara da Bahia. Ela representa não apenas a política de pontos de cultura, mas também a essência do nosso estado”, completou.
Propostas que Visam o Futuro da Cultura na Bahia
A qualidade das propostas discutidas e as recomendações estabelecidas na plenária final da Teia serão fundamentais para direcionar os próximos dez anos do Plano Estadual de Cultura, ampliando o alcance da política além da Cultura Viva. Os debates abordaram temas como fomento, linguagens artísticas, patrimônio, literatura e políticas identitárias.
“Contamos com a participação de 160 delegados e mais de 249 observadores credenciados, além de outros participantes. Em média, 500 pessoas estiveram presentes diariamente, o que evidencia a força e a importância desse encontro”, destacou Amanda Cunha.
Coletivo e Propostas Aprovadas para o Eixo Nacional
A programação do evento contou com a plenária final do IV Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, que começou com discursos institucionais e culminou na leitura de uma carta elaborada coletivamente pelos participantes, reafirmando a importância da Política Cultura Viva em níveis estadual e nacional.
Os grupos temáticos apresentaram e aprovaram propostas prioritárias, incluindo a contribuição da Bahia para o eixo nacional “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, além de eixos como Governança, o Plano para os próximos 10 anos da política, Sustentabilidade Artística e Implementação da Lei Cultura Viva Bahia. Outra conquista relevante foi o aumento das redes temáticas, que saltaram de 11 para 21 no estado, e a formação da nova Comissão Estadual, composta por representantes territoriais e das redes, com uma delegação diversificada de 30 integrantes.
Reflexões e Perspectivas Futuras
A experiência vivida durante a Teia foi descrita como enriquecedora por David Araújo, do Grupo Cultural Artístico 20 de Novembro, de Cruz das Almas, que representou o mestre Nego Jai. “Os dois dias foram repletos de vivências, aprendizado e debates sobre o que podemos desenvolver no futuro. Participar dessas discussões no nível nacional é crucial, pois evidencia que podemos conquistar espaço e avançar na valorização de nossa cultura”, afirmou.
David também elogiou a força das apresentações culturais, o artesanato e a culinária que marcaram o evento, ressaltando que esses momentos são essenciais para a valorização das culturas que emergem dos territórios.
