Memorial Egberto Tavares Costa: Um tributo à memória e à cultura
A Fundação Municipal de Ciência & Tecnologia Egberto Tavares Costa realizou na noite de quinta-feira (26) a cerimônia de inauguração do Memorial Egberto Tavares Costa, localizado no Museu Parque do Saber, em Feira de Santana. Este espaço foi criado para preservar a memória e reconhecer as contribuições do jornalista, professor e intelectual que tanto marcou o município.
Antônio Carlos Coelho, presidente da fundação, enfatizou a importância do memorial como um símbolo da valorização da trajetória de Egberto. “Estamos eternizando o nome do grande cidadão que foi Egberto Costa com a inauguração deste espaço, que serve como sede da fundação”, declarou.
Ele também destacou que o memorial já abriga itens significativos do acervo pessoal do homenageado, incluindo: “A máquina datilográfica de Egberto Costa, diversos livros, poemas e artigos. Continuaremos a coletar mais material para enriquecer ainda mais o memorial”, acrescentou.
O presidente assegurou que o espaço será permanente: “O memorial eterniza o nome de Egberto na sede da fundação. Ele estará aqui de forma permanente para as futuras gerações”.
Uma trajetória marcante na comunicação e na educação
Coelho lembrou a notável atuação de Egberto Tavares Costa: “Ele foi jornalista, editor-chefe do extinto jornal Feira Hoje, professor, poeta e articulista. Um intelectual que, infelizmente, perdeu a vida no auge da sua juventude”. Essa trajetória reafirma a relevância do memorial como um espaço de reflexão sobre a importância da comunicação e da cultura na sociedade.
A jornalista Madalena de Jesus, que trabalhou com Egberto no Feira Hoje e na revista Panorama da Bahia, comentou sobre o perfil profissional do colega: “Egberto era extremamente exigente e correto, era gratificante trabalhar com ele”. Emocionada, Madalena compartilhou sua vivência pessoal: “É difícil separar o Egberto profissional do meu amigo. Ele foi, depois do meu pai, o homem mais importante da minha vida”.
Além disso, Madalena elogiou a versatilidade de Egberto: “Ele não se limitava ao texto jornalístico; escrevia crônicas e poesias lindas. Cheguei a organizar um livro com seus textos”.
O papel educativo do memorial e seu legado
Para a servidora pública aposentada Adriana Tavares, o memorial possui um papel educativo significativo. “A importância desse espaço é trazer para novas gerações exemplos de homens comprometidos com a cultura e a população”, afirmou. Ela ressaltou também as qualidades pessoais de Egberto: “Ele era equilibrado, não fomentava discórdias e buscava conciliar ideias para encontrar um denominador comum”.
Adriana ainda observou a necessidade desse perfil na sociedade atual: “Hoje, vemos o oposto, pessoas disputando por quem brilha mais. Egberto era um homem à frente do seu tempo”. O irmão do homenageado, Marcílio Costa, reforçou a relevância do legado deixado por Egberto para a cidade: “Ele sempre foi muito comprometido com a comunidade, desde jovem, envolvido em teatro, cultura e depois no jornalismo”.
Marcílio compartilhou como Egberto influenciou sua própria trajetória: “Fui para o jornalismo inspirado por ele. Egberto sempre foi uma referência para mim, tanto como irmão mais velho quanto como profissional”. Para ele, a principal marca deixada por Egberto foi seu espírito de serviço: “Ele tinha o perfil de servir à comunidade e trazer coisas positivas. Era uma pessoa de uma honestidade ímpar e de conciliação”.
Em uma reflexão sobre como gostaria que Egberto fosse lembrado, Marcílio disse: “Um homem simples, que conhecia seu valor, mas não buscava holofotes. A simplicidade de Egberto diz tudo sobre ele”. O memorial agora integra permanentemente o espaço da fundação e estará disponível para visitação pública, reforçando a importância da preservação da história e das contribuições significativas de Egberto Tavares Costa para Feira de Santana.
