Evento de Alto Nível Focado na Transição Energética
O professor Thiago Cerqueira de Jesus, que leciona o curso de Engenharia de Computação na Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), esteve presente na BRIDGE General Assembly 2026, realizada nos dias 23 e 24 de março em Bruxelas, na Bélgica. Este evento, promovido pela Comissão Europeia, é considerado uma das principais reuniões anuais sobre transição energética na Europa, reunindo mais de 200 projetos de pesquisa e inovação, além de cerca de 1.400 participantes oriundos de 27 países.
A participação do docente baiano neste evento de prestígio está relacionada ao seu trabalho em dois projetos significativos, ambos financiados pela União Europeia. Ele ocupa a posição de co-Investigador Principal no projeto EU-DREAM, que possui um orçamento de 4,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 28 milhões). Além disso, Thiago lidera o Work Package do projeto INNO-TREC, que acaba de ser iniciado e conta com um investimento de 5,4 milhões de euros (em torno de R$ 34 milhões). Ambos os projetos são desenvolvidos em parceria com a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), em Portugal, onde o professor se encontra realizando um pós-doutorado.
Impacto da Pesquisa na Bahia
A experiência adquirida pelo professor Thiago no exterior se reflete em suas iniciativas de pesquisa voltadas para a realidade da Bahia. Ele coordena o projeto “Planejamento de Micro/Nanogrids para Cidades Inteligentes em Cenários de Emergência e Pós-Desastres”, que é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB). Esta pesquisa investiga a viabilidade de implantação de sistemas locais de geração e armazenamento de energia — conhecidos como microgrids — em cidades brasileiras, com a finalidade de garantir o fornecimento de eletricidade durante e após eventos adversos, como enchentes e deslizamentos de terra, que têm se tornado cada vez mais comuns no país.
“As discussões que ocorreram na BRIDGE General Assembly são de extrema relevância para o nosso projeto na Bahia. Temas como digitalização de redes energéticas, a aplicação da inteligência artificial e o desenvolvimento de modelos de comunidades energéticas podem ser aplicados diretamente no planejamento de microgrids para as cidades brasileiras”, comentou o professor.
