Mobilização em Defesa de Bolsonaro
No último domingo (1º), apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram para o ato intitulado “Acorda Brasil”, que ocorreu em várias cidades do país. O protesto foi convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e contou com a presença de diversas lideranças políticas ligadas à direita. O evento teve como um de seus principais objetivos a defesa da prisão domiciliar para Bolsonaro, além de críticas direcionadas à gestão do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a manifestação, muitos participantes também mencionaram o chamado “caso Master”, levantando questionamentos sobre a conduta judicial dos magistrados da Corte. Na capital baiana, Salvador, o ato ocorreu em um dos pontos turísticos mais conhecidos, o Farol da Barra, e atraiu figuras como Capitão Alden (PL), Leandro de Jesus (PL) e Diego Castro.
Reação Contra as Decisões do Governo e Judiciário
Diego Castro, presente no evento, destacou que essas mobilizações são uma forma de reação popular às decisões consideradas inadequadas tanto do Executivo quanto do Judiciário. Ele declarou: “Estamos mais uma vez nas ruas para mostrar que quem manda no Brasil é o povo. Ninguém suporta mais tantas perseguições, tantos desmandos e tanta corrupção. Estamos nas ruas pela liberdade dos presos políticos e do nosso eterno presidente Bolsonaro. Estamos nas ruas pelo respeito à Constituição e pela liberdade de expressão.”
Além de Salvador, manifestações semelhantes aconteceram em diversas outras cidades, incluindo Aracaju (SE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Recife (PE), São Paulo (SP) e Feira de Santana (BA). Estes atos refletem um cenário de polarização política e uma tentativa de reafirmação do apoio ao ex-presidente.
Eventos Culturais na Bahia
Em um contexto diferente, no último sábado (28), ocorreu a III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia, no Teatro e Centro de Convenções de Feira de Santana. Este evento, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), reuniu agentes culturais de mais de 100 municípios, visando ampliar ferramentas de atuação nos territórios e contribuir para a política de Cultura Viva.
A programação incluiu sete oficinas e diálogos formativos, todos estruturados com base nas demandas apresentadas pelos Pontos de Cultura. Os temas abordados variaram desde gestão e bibliotecas comunitárias até memória, economia solidária e justiça climática, em diálogo contínuo com as exigências do Fórum Estadual dos Pontos de Cultura.
Fortalecimento da Rede Cultura Viva
A diretora Thaís Pimenta, da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), ressaltou que as oficinas foram pensadas para equipar os participantes com ferramentas e metodologias que possam ser aplicadas nas suas comunidades. “As oficinas são espaços formativos nesse processo de reestruturação da rede Cultura Viva. A programação foi pensada para que os participantes saiam da Teia com mais ferramentas e elementos para desenvolver suas atividades nos 27 territórios da Bahia”, enfatizou.
Uma das oficinas, denominada “Do coletivo ao CNPJ: formalização, gestão e captação de recursos para Pontos de Cultura”, foi particularmente útil para agentes culturais que buscam fortalecer suas organizações. A participante Wilma Rodrigues, que representa o Grupo de Capoeira Lendário de Palmares, comentou sobre a importância da formação para a sua atuação.
“O grupo é certificado, mas estou assumindo recentemente a coordenação pedagógica. Queria compreender melhor a elaboração de projetos, a busca por documentação e a organização documental. Tudo o que foi apresentado aqui foi essencial para ampliar minha percepção”, destacou Wilma.
Importância da Cultura e Saúde no Estado
Além das iniciativas culturais, a Bahia enfrenta desafios sérios na área da saúde, especialmente no que diz respeito ao câncer de colo de útero. Apesar de ser uma doença com potencial de prevenção, a região registra cerca de 500 mortes anuais e estima-se que surgirão 1090 novos casos neste ano, conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
A ginecologista Ludmila Andrade, professora da Afya Salvador, explicou que a baixa adesão à vacinação contra o HPV, responsável pelo câncer de colo de útero, se deve a um movimento anti-vacina que ganhou força durante a pandemia. A especialista chama a atenção para a necessidade de um rastreamento regular, especialmente em Salvador, onde o esquema vacinal não atingiu 70% das meninas entre 9 e 14 anos, ficando aquém da meta nacional.
O mês de março, conhecido como Março Lilás, busca reforçar a importância da saúde da mulher e a realização de exames de rastreio. Andrade enfatiza que essa busca deve ser contínua, incentivando mulheres de 25 a 64 anos a realizarem os exames necessários em postos de saúde, não apenas durante campanhas, mas ao longo de todo o ano.
