Manifestações Interrompem Circulação no Terminal Central
Na manhã desta segunda-feira (26), o Terminal Central de Feira de Santana enfrentou uma interrupção total na circulação de ônibus devido a um protesto contra o aumento da tarifa do transporte público. A manifestação surge apenas dez dias após a implementação do novo valor, que agora é de R$ 5,90, igual ao preço da passagem em Salvador, a capital da Bahia.
Os manifestantes bloquearam a saída dos coletivos, resultando em filas extensas e atrasos significativos para os passageiros. “Olha o que a classe trabalhadora passa aí, só sofrimento”, desabafou um trabalhador que registrou a mobilização. O descontentamento é palpável, refletindo a frustração da população com o impacto do aumento no orçamento familiar.
Imagens que circularam nas redes sociais mostram uma grande concentração de pessoas no terminal. Um vídeo mostra manifestantes entoando gritos direcionados ao prefeito José Ronaldo (União Brasil), clamando: “Oh Zé Ronaldo presta atenção, o nosso povo sofre dentro do buzão, oh Zé Ronaldo!”. O apelo ao prefeito ressalta a insatisfação coletiva com a situação do transporte público e a falta de atenção às demandas da população.
A Guarda Municipal está presente no local para tentar manter a ordem e facilitar um diálogo entre os manifestantes e as autoridades. Após intensas negociações, representantes do movimento conseguiram a presença de um membro da Secretaria Municipal de Transporte, além de garantias para a liberação gratuita das catracas do transbordo. Essa medida temporária visa minimizar os impactos da paralisação e atender a urgente necessidade de deslocamento da população.
O aumento da tarifa é uma questão controversa, e a manifestação em Feira de Santana se alinha a outras mobilizações que têm ocorrido em diversas cidades da Bahia e do Brasil, onde o preço do transporte público suscita debates acalorados. Especialistas sugerem que o tema requer atenção urgente, pois o transporte é um direito fundamental que impacta diretamente a vida cotidiana dos cidadãos.
A pressão popular leva a Prefeitura a reavaliar suas decisões e considerar alternativas mais viáveis para a manutenção do transporte público, sem onerar ainda mais os cidadãos. A situação atual em Feira de Santana deve servir de alerta para outras gestões que enfrentam desafios semelhantes em relação aos custos do transporte.
