A Inovação na Vigilância de Saúde Através da Tecnologia
A expressiva redução de mais de 80% nos casos de dengue em Feira de Santana, observada ao longo de 2025, ressalta os resultados efetivos das ações adotadas na luta contra as arboviroses. Entre as diversas estratégias implementadas, destaca-se um projeto inovador na Bahia, que incorpora Inteligência Artificial (IA) para automatizar a contagem de ovos do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya.
Essa iniciativa faz parte do projeto piloto intitulado Inova Feira Contra a Dengue, que representa um avanço significativo na modernização da vigilância entomológica na região. A tecnologia é utilizada para analisar as palhetas coletadas pelas armadilhas de vigilância e monitoramento Pneutrap 3D. Com o auxílio de algoritmos de visão computacional, é possível identificar e contar automaticamente os ovos do mosquito.
As equipes técnicas da Secretaria Municipal de Saúde têm trabalhado ativamente no registro e na alimentação da base de dados. Essa etapa é crucial para o treinamento e aprimoramento contínuo da Inteligência Artificial, garantindo, assim, maior precisão nas análises e um monitoramento mais eficaz do vetor. A automação do processo resulta em uma significativa redução no tempo de análise, minimiza os erros humanos e torna os dados mais confiáveis.
Com essas melhorias, a Vigilância em Saúde consegue responder mais rapidamente às situações, identificando áreas de risco e tomando decisões baseadas em evidências. Isso fortalece as ações preventivas antes que haja um aumento nos casos de dengue.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, os resultados alcançados em 2025 demonstram que a tecnologia se tornou uma aliada crucial. “Tivemos uma redução superior a 80% nos casos de dengue, o que confirma que estamos no caminho certo. O trabalho com Inteligência Artificial, que implementamos no município, certamente contribuiu para esse indicador tão significativo, permitindo ações mais ágeis, precisas e estratégicas no controle do Aedes aegypti”, explicou Matos.
Vale destacar que o projeto está alinhado às diretrizes do Programa Nacional de Controle das Arboviroses (PNCD), que recomenda o uso de armadilhas como ferramenta essencial para o monitoramento do vetor. Ao integrar a Inteligência Artificial ao modelo tradicional de monitoramento, Feira de Santana reafirma seu compromisso com a inovação e a saúde pública, promovendo a prevenção e o cuidado contínuo com a população.
