Queijaria Maria Bonita: Um Marco no Setor de Queijos Artesanais
A Queijaria Maria Bonita, situada em São Domingos, na Bahia, vem conquistando seu espaço no cenário nacional de queijos artesanais, graças à combinação de produção de qualidade e inovação, além do suporte técnico especializado. Com a ajuda do Sebrae, os empreendedores José Ângelo, Oriana Araújo e sua filha Rebeca têm expandido a produção familiar, obtendo premiações e aumentando sua presença em mercados de Salvador e Feira de Santana, estabelecendo-se como uma referência em lácteos na Bahia.
Em 2024, a queijaria recebeu destaque ao ser premiada no Prêmio Queijo Brasil, onde sua Ricota de Leite de Cabra, chamada Flor de Angico, foi agraciada com a medalha de ouro. Essa conquista reafirma a posição da Bahia no cenário nacional, que totalizou 53 medalhas, ocupando a sexta posição entre 175 produtores participantes.
Da Produção Artesanal à Reconhecimento Nacional
A trajetória da Queijaria Maria Bonita começou em 2017, com uma produção totalmente artesanal que variava de 3 a 5 kg de queijos por dia. O mestre queijeiro Ângelo Araújo aperfeiçoou as técnicas de fermentação natural e adotou um manejo sustentável para as cabras, que são criadas soltas na caatinga, conferindo um terroir singular aos produtos. Todo o processo é realizado sem conservantes, o que garante a qualidade e autenticidade dos queijos.
A linha de produtos da queijaria inclui o tradicional queijo de coalho, conhecido como Flor de Mandacaru, a premiada ricota Flor de Angico e a muçarela artesanal de leite de vaca, nomeada Flor de Xique-Xique. Até o final de 2025, a queijaria pretende lançar o Flor de Umbu, um queijo de massa ácida que promete diversificar ainda mais sua produção.
O cuidado com a fermentação, o manejo dos animais e os processos artesanais são fundamentais para manter a identidade do produto, valorizando o sabor e a origem do sertão baiano, e estreitando a relação entre tradição e inovação.
Sebrae: Um Parceiro Estratégico
De acordo com Isailton Reis, gerente regional do Sebrae em Feira de Santana, a evolução da Queijaria Maria Bonita demonstra o impacto positivo da colaboração entre produtores e instituições. O selo do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e as diversas premiações conquistadas evidenciam que é possível harmonizar tradição e qualidade com a formalização, através de capacitação e acesso a mercados estratégicos.
O Sebrae foi fundamental para a participação da Maria Bonita em concursos e feiras nacionais, promovendo a divulgação e valorização dos queijos artesanais da Bahia. A entidade também disponibiliza consultoria especializada, contribuindo para a regulamentação, formalização e ampliação das oportunidades para pequenos produtores.
A assistência técnica e institucional é vista como essencial pelos empreendedores, que ressaltam a importância de equilibrar a qualidade artesanal com gestão e acesso ao mercado, abrindo portas e inspirando outros produtores da região.
Impacto Econômico e Valorização da Identidade Regional
O crescimento da queijaria não apenas trouxe sucesso, mas também gerou empregos na localidade, envolvendo familiares e colaboradores de São Domingos. Os produtos da Maria Bonita recebem nomes de flores da caatinga, reforçando a identidade cultural e regional, e cada queijo traz consigo aspectos do território, como o Mandacaru e o Angico.
Para o futuro, a queijaria planeja expandir sua atuação para novos biomas, mantendo os altos padrões de produção artesanal e sustentável, consolidando-se como um case de sucesso no setor de queijos artesanais da Bahia.
Iniciativa Sebrae para o Desenvolvimento de Queijos Artesanais
A trajetória da Queijaria Maria Bonita reflete os resultados do Projeto Sebrae para a Cadeia de Queijos Artesanais, que abrange quatro regiões na Bahia: Jacobina, Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas e Feira de Santana. Este programa oferece capacitação abrangente, consultoria técnica e acesso a concursos e feiras, permitindo que os produtores aprimorem seus processos, diversifiquem seus produtos e conquistem novas premiações.
