Ações Inovadoras para a Saúde da Mulher
Desde o início da atual gestão, o Ministério da Saúde tem priorizado ações voltadas para a saúde das mulheres, com focos em políticas públicas que abrangem novos métodos contraceptivos, ampliação da cobertura do pré-natal e estratégias de prevenção ao câncer. O ministro Alexandre Padilha ressaltou a importância de fortalecer o apoio às mulheres que enfrentam situações de violência, com destaque para o teleatendimento em saúde mental, a reconstrução dentária pelo SUS e a solicitação à Organização Mundial da Saúde para incluir o CID de feminicídio, visando melhorar a qualificação de dados e a elaboração de políticas públicas.
Em 2025, uma nova iniciativa chamada “Agora Tem Especialistas” foi implementada para expandir e qualificar o acesso à saúde especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). Este programa tem se mostrado eficaz na redução do tempo de espera para consultas, exames e cirurgias, apresentando resultados notáveis, especialmente em ações preventivas e no diagnóstico precoce do câncer de mama e colo do útero.
Fortalecimento da Prevenção do Câncer
No último ano, a saúde da mulher foi impulsionada com a realização de 3 milhões de mamografias bilaterais de rastreamento. Dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) indicam que, pela primeira vez, mais de 90% das mulheres relataram ter realizado o exame. Além disso, o SUS passou a disponibilizar o medicamento Trastuzumabe Entansina, que pode diminuir em até 50% a mortalidade por câncer de mama do tipo HER2-positivo, com um investimento total de R$ 159,3 milhões, garantindo atendimento a 100% da demanda na rede pública.
A ampliação da oferta de mamografias para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas ou histórico familiar, é outra estratégia significativa. Paralelamente, foi iniciado o teste de biologia molecular DNA-HPV, um método inovador para o rastreamento do câncer de colo de útero no SUS, direcionado a mulheres de 25 a 64 anos, aumentando o intervalo entre testagens para cinco anos. A vacinação contra o HPV, fundamental para a prevenção de diversos tipos de câncer, como o do colo do útero, também recebeu atenção, com a prorrogação da estratégia de resgate vacinal até o primeiro semestre de 2026 para jovens de 15 a 19 anos que não puderam receber a vacina na idade recomendada.
Inovações na Saúde Sexual e Reprodutiva
Entre as novidades de 2025, destaca-se a introdução do implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel (Implanon) pelo SUS. Nos primeiros seis meses, 500 mil unidades foram distribuídas, com a expectativa de chegar a um total de 1,8 milhão até o final do ano. Mais de 2 mil profissionais foram capacitados para orientar e acompanhar o uso desse método. O SUS já disponibiliza uma variedade de métodos contraceptivos, incluindo preservativos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais e outros.
Para mulheres com endometriose, a rede pública agora oferece o DIU liberador de levonogestrel (DIU-LNG) e o desogestrel, ampliando as opções de tratamento. O programa Dignidade Menstrual também obteve avanços significativos, beneficiando mais de 3,7 milhões de mulheres e meninas com a distribuição de 392 milhões de absorventes gratuitos, além de facilitar o acesso a esses insumos em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Atenção à Saúde Materna, Fetal e Infantil
A Rede Alyne, que visa reduzir a mortalidade materna por causas evitáveis, principalmente entre mulheres pretas e indígenas, teve um aumento significativo de recursos para exames de pré-natal, triplicando o valor por gestante. Cerca de R$ 117 milhões foram alocados para testes rápidos e exames, complementados pela criação de um ambulatório especializado em gestação e puerpério de alto risco. Isso demonstra um avanço considerável nas políticas de saúde materna e infantil.
Para 2026, o Ministério da Saúde planeja expandir os atendimentos através das Carretas do Agora Tem Especialistas, com a criação de 150 unidades móveis. O Novo PAC Saúde também contempla a construção de 36 maternidades e 31 centros de parto normal, promovendo um cuidado humanizado para gestantes e recém-nascidos. Essas ações reforçam o compromisso do SUS com a saúde integral das mulheres e a redução das desigualdades de gênero, consolidando-se como uma agenda governamental prioritária.
