Oportunidades e Desafios no Setor Avícola
Na terça-feira, dia 12, Feira de Santana sedia o primeiro Simpósio Aves Nordeste, um evento promovido pela Associação Baiana de avicultura (ABA). A iniciativa reúne um público diversificado, incluindo especialistas, empresários, estudantes e representantes do governo, para abordar os principais desafios e oportunidades da cadeia avícola. As atividades acontecem no Centro de Excelência em Zootecnia, localizado no Parque de Exposições, e incluem palestras sobre mercado, tecnologia, biosseguridade e eficiência produtiva.
Esse simpósio é especialmente significativo, pois celebra os 50 anos da ABA, uma entidade fundamental na promoção e desenvolvimento da avicultura na região.
Um dos principais destaques do evento é a palestra de Adolfo Fontes, gerente global de inteligência de mercado. Ele irá discutir as tendências do mercado internacional de proteínas animais e grãos, além de analisar os impactos das tensões geopolíticas na produção. “A volatilidade econômica exige que os produtores estejam atentos às mudanças constantes do mercado global”, ressaltou Fontes.
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Fonte: diretodecaxias.com.br
Ele enfatizou que os grãos representam uma parte considerável do custo de produção avícola, variando entre 60% e 70%. Por isso, compreender o cenário internacional é essencial para garantir a viabilidade do setor. Fontes ainda sugeriu que o uso de ferramentas de mercado futuro pode ser uma forma eficaz de minimizar riscos financeiros. “Os produtores podem operar na bolsa de Chicago ou na B3 para negociar soja e milho, aproveitando momentos favoráveis para maximizar suas margens de lucro”, explicou.
Representando o governo da Bahia, Vivaldo Góes, secretário da Agricultura, destacou a importância do simpósio para o fortalecimento da cadeia produtiva local. “O evento é crucial para o setor produtivo da Bahia e do Nordeste. A ABA é um exemplo de dedicação ao longo dessas cinco décadas de história”, comentou.
Góes também mencionou a posição da Bahia no cenário nacional da avicultura, onde o estado ocupa atualmente o nono lugar no ranking nacional. “Isso é motivo de orgulho e demonstra a capacidade técnica e produtiva de nossos avicultores”, afirmou.
O secretário ainda elogiou a eficiência do Estado em ações de saúde animal e suporte ao setor avícola. “Temos uma barreira sanitária considerada modelo nacional e conseguimos atuar rapidamente em casos, como a recente epidemia de doenças aviárias no sul da Bahia, graças a um acompanhamento técnico eficaz”, destacou.
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Fonte: soupetrolina.com.br
Valmiro Aragão, coordenador do simpósio, afirmou que o objetivo principal do evento é promover atualização técnica e fomentar a troca de experiências entre os participantes. “Esse encontro é vital para compartilhar novos conhecimentos e revisitar questões importantes da avicultura, buscando maior produtividade e sustentabilidade”, comentou.
Ele explicou que a escolha de Feira de Santana para sediar o simpósio se deu pela infraestrutura da cidade e sua proximidade com Conceição da Feira, um dos polos avícolas mais relevantes do estado. “Feira de Santana possui uma excelente estrutura hoteleira e gastronômica, além de estar próxima do principal polo avícola baiano”, acrescentou.
Para o simpósio, a programação foi organizada em áreas temáticas. “Hoje à tarde, abordaremos temas relacionados ao mercado, gerenciamento e estratégias. Amanhã, entraremos em tópicos como sanidade, biosseguridade, inteligência artificial e manejo específico para frangos de corte e postura”, detalhou Aragão.
A expectativa é reunir cerca de 300 participantes de diferentes regiões da Bahia. “Estamos atraindo representantes de todas as partes do estado, desde o norte até o sul e a chapada”, afirmou.
A presidente da ABA, Kesley Jordana, falou sobre os avanços do setor nas últimas décadas, que, segundo ela, são atribuídos a investimentos em tecnologia. “No início da minha carreira, um frango levava em média sessenta dias para estar pronto. Hoje, conseguimos esse prazo reduzido para quarenta e dois a quarenta e cinco dias”, comentou.
Ela também abordou mitos relacionados à produção avícola, afirmando que os avanços não são fruto de hormônios, mas sim de tecnologia, eficiência e comprometimento. “Os pequenos produtores também se beneficiam enormemente desse simpósio, encontrando informações e orientações que podem impulsionar seu crescimento no setor”, concluiu.
O simpósio, que começou focando em mercado, gestão e tecnologia, continuará com palestras e painéis técnicos ao longo da quarta-feira, dia 13.
