Início do Festival FALA! traz diálogo entre gerações e saberes
O Festival de comunicação, Culturas e jornalismo de causas, conhecido como FALA!, começou sua programação na quinta-feira (20), em Salvador, com uma mesa que destacou a pluralidade de vozes e perspectivas no campo da comunicação. Intitulada “Outros Mundos Possíveis: as vozes que atravessam o tempo e imaginários que gestam o impossível”, a conversa contou com a participação de Ana Célia da Silva, Billy Malachias, Nina Santos e André Santana.
Para Elaine Silva, uma das organizadoras, o encontro traduziu o espírito da edição. “O primeiro dia foi muito especial porque materializou aquilo que pensamos desde a construção do projeto: reunir pessoas que têm trajetórias potentes e que nos ajudam a pensar a comunicação para além do presente. Foi uma abertura de muita escuta, troca e reflexão, conectando memória, ancestralidade e futuro”, comentou.
Arte e ancestralidade marcam abertura e encerramento do primeiro dia
A abertura artística ficou por conta de Negra Jô, artista e ativista da cultura afro-brasileira, conhecida por sua atuação no Olodum e pela criação do Instituto Kimundo. O encerramento aconteceu com o show da cantora, compositora e musicista Jann Souza, que apresentou um repertório especial para o público.
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Segundo dia aprofunda temas atuais em comunicação e jornalismo
Na sexta-feira (21), o festival avançou com debates que abordaram a intersecção entre tecnologia, jornalismo de causas, proteção a comunicadores, raça e território. Pela manhã, a mesa “Tecnologias ancestrais e digitais para a comunicação e o jornalismo de causas” reuniu Catarina de Angola, Helena Bertho, Larissa Santiago e Midiã Noelle.
À tarde, a roda de conversa “Quem protege o jornalismo de causas e fortalece quem comunica?” contou com a participação de Charlene Nagae e Fani Santos. Segundo Elaine Silva, essas discussões refletem temas urgentes para quem trabalha com comunicação. “O FALA! foi pensado justamente para colocar essas perspectivas em diálogo. O segundo dia mostra a diversidade de vozes que queremos reunir e a possibilidade de sair daqui não apenas com reflexões, mas com novas conexões e caminhos para fortalecer quem comunica”, afirmou.
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Fonte: ocuiaba.com.br
Encerramento artístico do segundo dia destaca diversidade cultural
As intervenções artísticas do segundo dia ficaram a cargo de Nola Criola, artista, performer e fundadora da Casa Criola, que emocionou o público com sua apresentação animada. O encerramento ficou por conta do Ministereo Público Sound System, que fechou a programação com uma energia contagiante.
