Gestão Eficiente Como Diferencial Competitivo
Desde o final de 2025, a pecuária brasileira enfrenta um cenário que exige planejamento e estratégia dos produtores. Dados da MFG Agropecuária indicam que as decisões tomadas no início do ciclo produtivo serão fundamentais para garantir a rentabilidade e a eficiência ao longo do ano. O gerente corporativo de Originação da MFG, Vanderlei Finger, enfatiza que a gestão do pasto se tornou o principal fator financeiro na atividade.
“Neste ano, o lucro na pecuária não será decidido no ‘grito’, mas no manejo. Esperar apenas por uma explosão de preços pode custar caro. É essencial produzir arrobas de baixo custo dentro da propriedade”, destaca o executivo.
Gestão de Estoque Vivo e Eficiência Biológica
Para alcançar os melhores resultados, a estratégia envolvida, segundo Finger, está diretamente relacionada à gestão do estoque vivo. Isso envolve a troca de lotes que já cumpriram seu papel no pasto por animais com maior desempenho. A eficiência biológica é o foco, com as pastagens direcionadas para os bovinos que apresentam melhor conversão alimentar durante a época das chuvas. Portanto, o confinamento é utilizado para acelerar o acabamento de carcaça dos animais prontos para o abate.
“Na pecuária, o animal pronto é como uma ‘fruta madura’: se passar do ponto, perde valor. Os bois terminados devem ser imediatamente enviados ao frigorífico, enquanto os intermediários — que ainda precisam de carcaça, mas já têm menor eficiência no pasto — devem ser destinados à terminação intensiva”, explica Finger.
Momentos Oportunos e Gestão Sustentável
A MFG Agropecuária, com unidades na Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, atua como uma extensão da fazenda do produtor. “Ao enviar o gado intermediário para nossas unidades, o produtor não só limpa a pastagem como também abre espaço para os bezerros. No confinamento, os animais mais pesados recebem uma dieta apropriada para uma terminação rápida, enquanto a pastagem é ocupada por jovens, os verdadeiros motores de lucro durante as chuvas”, salienta o executivo.
A estratégia proposta pela MFG não se limita ao lucro imediato; ela também oferece proteção contra a sazonalidade. Aliviando a carga animal e utilizando o confinamento para engorda, o produtor melhora a reposição e diminui o custo médio da arroba. Finger ressalta que um manejo adequado do pasto agora assegura reservas forrageiras para o período seco.
Sustentabilidade e Resiliência no Agronegócio
O modelo sugerido pela MFG Agropecuária também se apresenta como uma ferramenta eficaz de gestão de inventário, com o pecuarista colhendo o boi pronto e utilizando o confinamento para dar acabamento ao gado intermediário. O foco no pasto deve ser na recria, a categoria que proporciona maior ganho de peso a um custo reduzido.
“Em 2026, o produtor que souber ler o tempo do pasto e do animal ficará à frente”, conclui Finger. Direcionar os recursos do pasto para os bezerros e o confinamento para o gado intermediário é uma combinação promissora, que visa garantir a arroba mais barata do ano, além de pastagens mais robustas e propriedades mais resilientes, prontas para enfrentar as variações de mercado e climáticas.
