Integração entre tecnologia e fisioterapia hospitalar
O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) sediou, na sexta-feira (16/10/2026), o II Simpósio de Fisioterapia, que trouxe como tema central “Movimento e Tecnologia: a Fisioterapia Hospitalar na Era da inteligência artificial“. O evento, realizado no auditório do Centro de Ensino da unidade em Feira de Santana, reuniu profissionais e estudantes para discutir as aplicações práticas da inteligência artificial e das ferramentas digitais dentro da fisioterapia hospitalar.
Organizado pela Coordenação de Fisioterapia do HGCA, o simpósio contou com uma programação intensa ao longo do dia, abordando a integração da tecnologia com a gestão hospitalar, os processos de reabilitação e a assistência aos pacientes. A discussão reforçou a importância da capacitação contínua das equipes e ressaltou que, apesar dos avanços tecnológicos, o trabalho humano permanece essencial no cuidado em saúde.
Plataformas digitais e organização dos processos
Durante as atividades, especialistas apresentaram plataformas digitais internas desenvolvidas para o ambiente hospitalar. O foco foi analisar como essas ferramentas podem aprimorar a organização dos processos de trabalho, sem substituir a atuação dos profissionais responsáveis pelo atendimento e pelas decisões clínicas. A tecnologia aparece, nesse contexto, como um apoio para otimizar rotinas e facilitar a gestão, mantendo o foco na qualidade do atendimento.
O coordenador de Fisioterapia do HGCA, Lucas Gouveia, destacou na abertura a importância de integrar a fisioterapia com os demais serviços da unidade. Para ele, a assistência hospitalar deve seguir uma linha de cuidado centrada nas necessidades do paciente durante a internação, garantindo um atendimento de excelência.
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Qualificação e infraestrutura como pilares do cuidado
A diretora-geral do HGCA, Cristiana França, ressaltou o papel fundamental da fisioterapia na recuperação funcional dos pacientes, especialmente em uma unidade hospitalar de alta complexidade. Segundo a gestora, o trabalho dos fisioterapeutas vai além do tratamento, envolvendo o desenvolvimento de habilidades, a recuperação do movimento e a restauração da autonomia, devolvendo esperança aos pacientes.
Cristiana apontou ainda três pilares essenciais para o avanço do hospital: tecnologia, qualificação profissional e infraestrutura. Ela enfatizou que investir na capacitação da equipe impacta diretamente na segurança dos pacientes e na qualidade da assistência prestada.
Palestras abordam gestão, reabilitação e protocolos digitais
A programação da manhã trouxe três palestras que exploraram o uso da tecnologia na fisioterapia hospitalar. Lucas Gouveia discutiu “Gestão hospitalar: a fisioterapia e o uso da inteligência artificial”, relacionando as ferramentas tecnológicas aos processos de gestão. Em seguida, o fisioterapeuta e pesquisador Vinícius Oliveira apresentou “Uso de tecnologias em reabilitação: onde estamos e onde queremos chegar”, focando nos recursos tecnológicos aplicados à recuperação funcional.
Alberto Sarkis encerrou a manhã com a palestra sobre “Protocolos Operacionais Padrão (POPs) na era digital”, que tratou da aplicação de procedimentos padronizados e do papel das ferramentas digitais na organização das rotinas assistenciais.
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Avanços tecnológicos na terapia intensiva
À tarde, Eduarda Gomes conduziu a palestra “Os avanços tecnológicos em terapia intensiva em fisioterapia”, aprofundando a discussão sobre os recursos tecnológicos aplicados na assistência fisioterapêutica em ambientes hospitalares de maior complexidade.
Desafios e oportunidades na incorporação tecnológica
O II Simpósio de Fisioterapia do HGCA colocou em pauta os desafios que envolvem a incorporação de tecnologias na rotina hospitalar, incluindo gestão, reabilitação, protocolos e qualificação das equipes. O encontro destacou que a inovação tecnológica deve estar integrada à avaliação clínica e às necessidades específicas de cada paciente para garantir eficácia e segurança no tratamento.
Ao reunir profissionais e estudantes, o simpósio promoveu uma troca aprofundada de conhecimentos sobre o uso da inteligência artificial e outras tecnologias na fisioterapia. A iniciativa reforçou a busca por práticas assistenciais atualizadas, organizadas e alinhadas às demandas de um hospital de alta complexidade, mostrando que o avanço tecnológico só faz sentido quando traduzido em melhoria real na assistência e na qualidade de vida dos pacientes.
