Astrologia e tarô: práticas místicas em alta no dia a dia
Três em cada dez adultos recorrem à astrologia, a leituras de cartas de tarô ou a consultas com videntes pelo menos uma vez ao ano. Essa informação vem de um levantamento do Pew Research Center, que entrevistou 9.593 pessoas para mapear a presença dessas práticas no cotidiano contemporâneo. O dado mostra que a busca por orientação simbólica e autoconhecimento segue presente na rotina urbana, coexistindo com o universo digital e o pensamento racional.
Para a maioria dos entrevistados, essas consultas são formas de entretenimento passageiro. Ainda assim, uma parcela significativa usa essas ferramentas como guia para resolver dilemas do dia a dia. Cerca de 10% afirmam recorrer a elas para obter insights úteis sobre a própria vida, enquanto 14% acompanham o horóscopo mensalmente e 6% fazem isso semanalmente.
Diferenças por gênero, idade e identidade
A adesão a essas práticas varia conforme o perfil dos entrevistados. A crença na influência dos astros é mais forte entre as mulheres, com 35%, enquanto entre os homens esse percentual é de 18%. Entre mulheres com menos de 50 anos, o índice sobe para 43%, grupo que costuma integrar essas consultas a rituais de bem-estar, como banhos terapêuticos, meditação e técnicas de relaxamento.
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O tarô alcança 11% do público geral ao longo do ano, mas seu uso é mais comum entre jovens de 18 a 29 anos, onde quase 25% afirmam consultar cartas periodicamente. Na comunidade LGBTQIA+, a adesão ao horóscopo chega a 54% anualmente.
Confiança nas práticas e influência religiosa
Apesar do uso frequente, a confiança plena nessas ferramentas para decisões importantes é baixa. Apenas 1% confia totalmente nas previsões para definir rumos da vida, e 5% confiam moderadamente. A maioria vê essas consultas como momentos de reflexão pessoal ou curiosidade.
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O estudo também aponta pouca diferença entre pessoas com ou sem religião. Entre cristãos, 27% leem o horóscopo ao menos uma vez por ano, enquanto entre os sem afiliação religiosa esse índice é 35%. Isso indica que a busca por cartas e astros ultrapassa barreiras religiosas e se consolidou como um fenômeno cultural amplo na sociedade atual.
