Revitalização do MAC reforça patrimônio cultural de Feira de Santana
O Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC), em Feira de Santana, voltou a abrir suas portas nesta quinta-feira (5), coincidentemente no Dia Nacional da Cultura. A data marcou a conclusão de um amplo processo de revitalização que envolveu melhorias estruturais, acessibilidade e conservação do acervo, além de oferecer um ambiente mais acolhedor para visitantes e artistas.
A cerimônia de reabertura contou com a presença do prefeito José Ronaldo de Carvalho e do secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Cristiano Lôbo, além de artistas locais e representantes do setor cultural. O secretário ressaltou o significado da entrega para o fortalecimento da política cultural da cidade e para a valorização dos espaços dedicados às artes.
“Reabrir o Museu de Arte Contemporânea no Dia Nacional da Cultura tem um simbolismo muito forte. Estamos devolvendo para a população um equipamento renovado, com condições adequadas para receber visitantes, artistas e estudantes. A revitalização vai além da estrutura; é um investimento na preservação da memória artística e no fortalecimento da cultura de Feira de Santana. O MAC é um patrimônio da cidade e deve estar cada vez mais acessível ao público”, explicou Cristiano Lôbo.
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Principais intervenções estruturais e preservação do acervo
Entre as melhorias realizadas, destacam-se a recuperação completa do telhado, pintura do prédio, revitalização dos banheiros, instalação de rampas de acessibilidade e construção de um banheiro adaptado para pessoas com deficiência (PCD). O museu também ganhou uma nova sala de reserva técnica, espaço climatizado dedicado ao armazenamento e conservação das obras do acervo.
A diretora do MAC, Georgia Pitombo, enfatizou a importância da reserva técnica para o cuidado das peças. “Quando assumi a direção em 2023, uma das preocupações era a falta de um espaço adequado para guardar as obras. Elas estavam em uma estrutura provisória, sem condições ideais para preservação. Agora, com a sala climatizada e equipada para manter temperatura e umidade controladas, garantimos uma proteção muito maior ao nosso acervo”, destacou Georgia.
A revitalização também valorizou a história do museu. Uma placa na entrada conta a trajetória de Raimundo de Oliveira, artista que dá nome ao espaço e tem reconhecimento internacional. Além disso, está prevista uma homenagem a Juraci Dórea, responsável pela criação do MAC em 1996, a partir da transformação do antigo Museu Regional de Arte.
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Exposições inaugurais celebram diversidade artística
O retorno do MAC ao circuito cultural foi marcado pela abertura de cinco exposições que exploram diferentes linguagens e visões da produção artística contemporânea. Entre elas estão “Variações da Potência de Existir”, de Priscila Lopes; “Como Alcançar o Pássaro em Voo”, de Levy Costa; “Território das Crianças”, de Emilly Reis; “Memórias & Histórias: 30 Anos de MAC”, com obras do acervo institucional; e “Sertão Onírico”, de Marcos Bastos.
Para o artista Marcos Bastos, participar da programação é uma chance valiosa de mostrar seu trabalho a novos públicos e fortalecer os laços entre a arte local e a comunidade. “Esse espaço que o MAC oferece para os artistas nos permite expor nosso trabalho e compartilhar ideias. Cada criação é pensada para dialogar com o público e é uma oportunidade de aprendizado. Assim, conseguimos ampliar o acesso e o conhecimento sobre a cultura de Feira de Santana”, afirmou.
Com a reabertura, o Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira retoma seu papel fundamental na preservação, difusão e incentivo à produção artística regional. A iniciativa reforça a importância de manter viva a história cultural da cidade e ampliar o acesso da população às diversas expressões artísticas presentes em Feira de Santana.
