Perspectivas e Iniciativas para o Crescimento Sustentável do Setor Agrícola
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira, projeta um futuro promissor para o agronegócio cearense em 2026, destacando que este pode ser um ano de consolidação e expansão, contanto que haja investimentos estruturais e avanços institucionais. Silveira enfatiza a importância do fortalecimento das cadeias produtivas locais, com foco na fruticultura, na horticultura irrigada e na pecuária. Estes setores são considerados cruciais para a geração de emprego, renda e para incrementar a competitividade do Estado.
Para isso, a ampliação do uso de tecnologia, inovação e assistência técnica será fundamental para aumentar a produtividade. Silveira destaca, na área da pecuária e da agroindústria, a necessidade de atrair um grande frigorífico para o Ceará e a importância de ações voltadas para o fortalecimento da cadeia de lácteos, especialmente no Vale do Jaguaribe.
No campo da agricultura, as prioridades incluem a ampliação e a melhoria da eficiência dos perímetros irrigados, reconhecidos como essenciais para aumentar a produção e agregar valor aos produtos agrícolas. Nesse sentido, a implantação de um novo sistema de assistência técnica especializada e a execução de um projeto-piloto de gestão dos perímetros irrigados, em parceria com o poder público, estão entre as ações planejadas.
Silveira também ressalta o papel da Faec na articulação com o poder público e parceiros institucionais, visando a criação de políticas que garantam melhores condições de crédito, infraestrutura e logística para o agronegócio.
Resultados Positivos em 2025: Um Ano de Avanço para o Agronegócio Cearense
Refletindo sobre o ano de 2025, Amílcar Silveira destacou que foi um período favorável para o agronegócio cearense, com desempenhos robustos em diversas frentes. O setor registrou um crescimento significativo nas exportações, superando 10%, mesmo diante do cenário desafiador de aumento de tarifas. Essa resiliência demonstra a capacidade de adaptação dos produtores às pressões tributárias e competitivas, sinalizando a continuidade do agronegócio como motor do desenvolvimento econômico no Estado.
Entre as iniciativas promovidas, destacam-se avanços organizacionais e institucionais, que incluem a assistência técnica especializada e a realização de eventos e feiras com o intuito de promover e integrar as cadeias produtivas. Apesar dos desafios, como as limitações de infraestrutura e os altos custos de produção, Silveira qualificou 2025 como um ano de crescimento sustentado e fortalecimento estrutural, preparando o setor para as oportunidades e desafios de 2026.
Setor Agropecuário Impulsiona Crescimento Econômico do Ceará
O agronegócio cearense desempenhou um papel central no avanço das exportações do Estado em 2025, totalizando US$ 198,5 milhões, uma impressionante alta de 46,11% em comparação a 2024. Esse cenário reforça a importância do setor como vetor de desenvolvimento econômico e geração de renda, sustentado por cadeias produtivas estratégicas e crescente inserção em mercados internacionais, especialmente nos Estados Unidos, onde as compras do Ceará aumentaram em 59,45%.
Além do agronegócio, o setor da indústria de transformação também teve um papel significativo, com exportações de US$ 1,97 bilhão, impulsionadas por segmentos como ferro e aço, calçados e produtos de maior valor agregado. A indústria extrativa também se destacou, apresentando um crescimento de 120,12%, alcançando US$ 106,5 milhões. O protagonismo do agronegócio reafirma sua posição como pilar do desenvolvimento econômico no Ceará.
Convênio entre Ceará e União: Vacinação Contra Brucelose Bovina
Recentemente, o Governo do Ceará, em colaboração com a União, formalizou um convênio no valor de R$ 1.635.000 para a aquisição e distribuição da vacina RB51, voltada para a brucelose bovina. Essa ação reforça as iniciativas de defesa sanitária animal e proteção da produção de leite no Estado. A parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) prevê a compra de 231.078 doses do imunizante, que será utilizado principalmente na imunização de fêmeas bovinas com idades entre 3 e 8 meses.
O convênio também inclui a distribuição das vacinas a produtores, com foco em agricultores familiares, fortalecendo a sustentabilidade econômica e sanitária da cadeia produtiva do leite no Ceará. A colaboração entre as esferas pública e privada é um exemplo de como o agronegócio pode se beneficiar de políticas integradas e ações coordenadas.
