A arte como expressão e resistência
A 2ª edição da exposição “O Corpo Liberto” segue em cartaz no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, até o dia 11 de outubro, convidando o público a refletir sobre a relação entre arte e saúde mental. A mostra destaca o protagonismo de pessoas que vivem com sofrimento psíquico, evidenciando como a criação artística pode ser um caminho para superar a exclusão social.
Organizada pela Clínica Espaço a – Saúde Integral, conduzida pelas psicólogas Andréia Costa, Bila Brandão, Maísa Jones e Melissa Dias, a exposição tem entrada gratuita e recebe visitantes de terça a domingo, das 9h às 17h. A iniciativa reforça o papel da arte como um espaço de reconhecimento e dignidade para quem enfrenta o estigma associado às doenças mentais.
Artistas e obras em destaque
Entre as obras, estão trabalhos do multiartista Nilton César Angola, pessoa esquizofrênica atendida pela Clínica Espaço a, cuja produção artística traduz sua experiência singular. A artesã e estilista Neide Ferreira apresenta vestidos confeccionados com embalagens de medicamentos, trazendo uma narrativa visual que dialoga com o universo do cuidado e da resistência.
Leia também: Exposição O Corpo Liberto no Centro Cultural Solar Ferrão aborda saúde mental pela arte
Leia também: Leopoldo Nóbrega Revela Spoiler do Galo Gigante da Ponte Duarte Coelho: Arte e Saúde Mental em Foco
Fonte: cidaderecife.com.br
Outros usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) dos municípios de Salvador e São Felipe também participam da exposição. Além disso, o fotógrafo Diogo Andrade contribui com duas mostras que ampliam o olhar sobre a saúde mental: uma delas registra a Parada do Orgulho Louco com sensibilidade humana; a outra ressignifica a imagem clínica de uma mulher esquizofrênica, priorizando um enfoque emocional e afetivo.
Parede artística interativa: um convite à participação
Uma das atrações da exposição é a parede artística interativa, que retorna após o sucesso na primeira edição. Nesse espaço, o público é estimulado a expressar sentimentos e ideias, pintando, escrevendo e deixando mensagens que dialogam com as obras e contribuem para o processo coletivo de criação. Essa experiência reforça o caráter inclusivo e participativo da mostra.
Enfrentando o estigma pela arte
A psicanalista Maísa Jones, uma das fundadoras da clínica responsável pela exposição, destaca que o projeto busca deslocar o olhar do adoecimento para a singularidade de cada pessoa e sua capacidade de produzir sentidos sobre sua própria vivência. Assim, a arte se torna um meio de reconhecimento social e resistência ao preconceito.
Leia também: Programação Cultural em Brasília: Shows, Cinema, Teatro e Experiências Pop para o Fim de Semana
Fonte: olhardanoticia.com.br
Leia também: Do Mato Festival: Celebração da Cena Independente na Orla do Porto
Fonte: ocuiaba.com.br
O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
Informações para visitação
O quê: Exposição “O Corpo Liberto”
Quando: até 11 de outubro
Onde: Centro Cultural Solar Ferrão – Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho
Horário: 9h às 17h, de terça-feira a domingo
Entrada: gratuita
Público: estudantes e profissionais de psicologia, profissionais de saúde e simpatizantes da luta antimanicomial
