Mostra artística que promove a saúde mental no Pelourinho
O Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, abre as portas para a 2ª edição da exposição “O Corpo Liberto” a partir do dia 10 de setembro, com permanência até 11 de outubro. A entrada é gratuita e a visitação acontece de terça a domingo, das 10h às 18h. A mostra reúne expressões artísticas que convidam o público a refletir sobre o papel da arte no cuidado da saúde mental e no enfrentamento do sofrimento psíquico.
Artistas que transformam a experiência do sofrimento em arte
Organizada pela Clínica Espaço a – Saúde Integral, que tem à frente as psicólogas Andréia Costa, Bila Brandão, Maisa Jones e Melissa Dias, a exposição apresenta obras do multiartista Nilton César Angola, diagnosticado com esquizofrenia e acompanhado pela clínica, além da artesã e estilista Neide Ferreira e usuários do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Salvador e São Felipe. O evento integra a programação do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio.
Duas exposições fotográficas assinadas por Diogo Andrade compõem parte da mostra. A primeira destaca o olhar humano sobre a Parada do Orgulho Louco; a segunda, traz uma perspectiva sensível e emocional sobre a vida de uma mulher esquizofrênica, rompendo com a visão clínica tradicional.
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A arte como instrumento de inclusão e ressignificação
Melissa Dias, psicanalista e uma das organizadoras, destaca a importância do projeto: “A arte e o cuidado em liberdade são ferramentas poderosas contra a exclusão. Em vez de esconder a subjetividade, o cuidado acolhe e ressignifica a dor.” A exposição busca dialogar com o público, desconstruir preconceitos e mostrar que a verdadeira loucura está em negar a subjetividade humana.
O projeto “O Corpo Liberto” foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura e executados pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Contexto histórico e importância cultural
A mostra reforça a relevância da Lei nº 10.216, que em 2001 promoveu a Reforma Psiquiátrica no Brasil, substituindo os antigos manicômios por uma rede de cuidados mais humanizada. Antes da lei, hospitais psiquiátricos isolavam pacientes em condições desumanas, com métodos agressivos e violações de direitos humanos, como ficou marcado pela tragédia do manicômio de Barbacena, em Minas Gerais, onde mais de 60 mil internos morreram.
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Fonte: bh24.com.br
Informações para visitação
Exposição: O Corpo Liberto
Período: 10 de setembro a 11 de outubro
Local: Centro Cultural Solar Ferrão – Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho
Horário: 10h às 18h, de terça a domingo
Entrada: gratuita
Público-alvo: estudantes e profissionais de psicologia, profissionais de saúde e simpatizantes da luta antimanicomial.
