Transformação econômica e cultural no Centro Histórico
Nos últimos 12 anos, o Centro Histórico de Salvador passou por uma profunda transformação impulsionada por investimentos que superam R$ 1 bilhão. Obras de requalificação, incentivos fiscais e ações de dinamização mudaram o cenário local, refletindo-se no aumento da ocupação, na abertura de novos negócios e na realização de eventos que movimentam a região. Além disso, a construção e reforma de equipamentos públicos fortaleceram o turismo e fomentaram o desenvolvimento econômico desse patrimônio reconhecido pela Unesco.
Intervenções públicas que renovaram o espaço
A Prefeitura de Salvador realizou entregas significativas, como a recuperação da Casa do Carnaval da Bahia, dos Arcos da Ladeira da Conceição, do Largo Terreiro de Jesus, da Praça da Sé e dos Planos Inclinados Gonçalves e Pilar. Espaços culturais foram reativados, como o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab) e o Elevador do Taboão, que ficou mais de seis décadas abandonado. Novas instalações também foram inauguradas, como a Galeria Mercado, a Casa das Histórias de Salvador, o Arquivo Público, a Cidade da Música e o Memorial das Baianas de Acarajé, além da recente modernização do Elevador Lacerda.
Tânia Scofield, presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), destaca que quando assumiu a instituição em 2013, o Centro Histórico estava em estado de abandono. “As ruas estavam sem manutenção, sem iluminação adequada e os imóveis, muitos deteriorados. A partir do projeto da Rua Chile, a Prefeitura iniciou uma série de intervenções que deram início à renovação, preservando a identidade arquitetônica e cultural da região”, explicou.
Requalificação urbana e impacto no turismo
Os recursos investidos contemplaram a requalificação de vias e praças, a construção de equipamentos culturais para fortalecer o turismo e a melhoria da mobilidade urbana. A reativação de ascensores, como o Plano Inclinado Pilar e o Elevador do Taboão, foi decisiva para recuperar a acessibilidade na área.
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Essas ações abriram espaço para o crescimento do setor turístico, atraindo restaurantes, hotéis e movimentando a economia local. “O Centro Histórico é o maior exemplo de arquitetura e urbanismo colonial português no Brasil, com uma identidade única que impulsiona o turismo de Salvador”, reforçou Scofield.
Participação da iniciativa privada e novos empreendimentos
Na esfera privada, projetos como o Fera Palace Hotel, inaugurado em 2017, e o Fasano, em 2018, foram marcos que mudaram o visual da região, ampliaram o fluxo de turistas e geraram empregos, contribuindo para a revitalização econômica do Centro Histórico.
Programa Renova Centro e incentivos fiscais
Em março de 2024, a Prefeitura regulamentou o Programa Renova Centro, que oferece incentivos fiscais para estimular moradia, empreendedorismo e circulação de pessoas na área. O programa prevê R$ 500 milhões em renúncia fiscal ao longo de dez anos, com benefícios como perdão total das dívidas de IPTU e TRSD, isenção de ITIV na compra de imóveis e de ISS sobre serviços de construção.
Incorporadoras imobiliárias têm dispensa de IPTU e TRSD durante as obras, e os proprietários residenciais contam com isenção de IPTU por dez anos. Essas medidas buscam ampliar o interesse na região, acelerando a recuperação econômica e social.
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Eventos e cultura como motores da economia local
Além das obras e incentivos, a Prefeitura intensificou a promoção do Centro Histórico por meio de eventos culturais que atraem moradores e turistas. Desde 2023, o Natal no Centro Histórico ganhou destaque, seguido por celebrações como Carnaval, Arraiá da Prefs, Salcine Conecta, Panorama Internacional Coisa de Cinema, Viva Verão e o Circuito Mulheres Negras em Movimento, entre outros.
Alexandre Reis, secretário municipal de Cultura e Turismo, afirmou que o investimento na região é um investimento em cultura, turismo e nas pessoas. “Essas ações integradas aquecem a economia, geram empregos e criam um ciclo virtuoso onde a cultura impulsiona o turismo e o turismo fortalece a cultura”, destacou.
Segundo o secretário, a oferta de equipamentos culturais em Salvador evoluiu muito na última década, proporcionando experiências que conectam história, identidade e inovação. O Centro Histórico está cada vez mais vivo, oferecendo oportunidades para artistas, empreendedores e trabalhadores, consolidando-se como um polo de desenvolvimento econômico e cultural da cidade.
