Educação e dedicação em Feira de Santana
A história de Feira de Santana ganha vida nas pesquisas e registros de quem escolheu preservar sua memória. Entre esses nomes, destaca-se Lélia Vitor, professora, escritora, poetisa e documentarista cuja carreira é marcada por décadas de atuação na educação e na cultura da região.
Formada em Letras e Pedagogia pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Lélia construiu uma trajetória sólida na área educacional, atuando como professora primária e de Inglês. Além disso, assumiu posições administrativas importantes, como assistente de direção, diretora, supervisora e coordenadora geral. Sua experiência também abrangeu o planejamento pedagógico da educação municipal, refletindo o compromisso com o desenvolvimento do ensino local.
Uma carreira que ultrapassa as salas de aula
Em 1996, Lélia ingressou na Secretaria Municipal de Educação de Feira de Santana. Entre 2001 e 2004, liderou a educação do município de Santa Bárbara e, em 2009, retornou a Feira para atuar como diretora do Departamento de Ensino. Essa trajetória administrativa reforça seu papel fundamental na organização e melhoria da educação pública regional.
Mas a ligação de Lélia com a cultura é igualmente profunda. Ela encontrou na pesquisa e na literatura uma maneira de expandir sua atuação, focando na preservação da história local e regional.
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Memória local como objeto de pesquisa e literatura
O interesse de Lélia pela história de Feira de Santana e municípios vizinhos é evidente em sua produção literária. Seus livros abordam personagens, famílias, costumes, instituições e eventos que formam a identidade da região. Entre suas obras estão títulos como “Assim Vovó Brincava”, “O Exotismo nos Nomes”, “Cidadãos do Mundo”, “Memorial Poético de Feira de Santana” e “Mulheres que Deixaram Marcas”.
Essa produção evidencia uma escolha clara: valorizar a memória local e regional em vez de focar apenas em temas universais. Ao transformar a região em objeto de pesquisa, Lélia oferece uma contribuição importante para a compreensão da sociedade em que vive.
Reconhecimento e legado cultural
Lélia é membro fundadora da Academia de Letras e Artes de Feira de Santana (ALAFS) e já presidiu a instituição. Também integra o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana e outras entidades culturais importantes para a preservação da história local.
Seu nome consta em publicações de referência sobre a produção intelectual baiana, como os Dicionários de Feira de Santana e o Dicionário de Autores Baianos, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
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Educação e cultura: caminhos que se cruzam
A trajetória de Lélia revela a conexão entre educação e cultura. Na escola, contribuiu para a formação de estudantes e para a organização do ensino público. Na literatura e na pesquisa, registrou personagens e fatos que ajudam a contar a história de Feira de Santana e cidades da região.
Seu trabalho recebeu diversas homenagens, como a Comenda Maria Quitéria e a Ordem do Mérito Municipal na classe de Oficial, concedida pela Prefeitura de Feira de Santana na área de Cultura e Arte. Também foi agraciada com o Prêmio CDL de Literatura, além de outras distinções de instituições locais, estaduais e de outros estados.
O legado de Lélia está presente nas bibliotecas de escolas municipais, como as de Faustino Dias Lima e Monteiro Lobato, que receberam seu nome, perpetuando sua contribuição para a educação e cultura da cidade.
