Economia do Mar como Motor de Crescimento na Bahia
Com mais de 1,1 mil quilômetros de litoral, a Bahia tem no mar uma frente estratégica para fomentar negócios e promover o desenvolvimento sustentável. Este potencial foi o foco da última edição da Sexta da Construção, evento realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), que aconteceu na sede da entidade.
O encontro, intitulado “Economia do Mar: vetor para desenvolvimento do Estado”, reuniu especialistas como a secretária Municipal do Mar, Duda Lomanto; o economista e administrador Eduardo Athayde; e José Raimundo Zacarias, mestre em Administração e especialista no setor náutico. A discussão central girou em torno da importância de estruturar e governar adequadamente o setor para ampliar a atração de investimentos e fomentar negócios sustentáveis.
Governança e Investimentos no Setor Marítimo
Duda Lomanto enfatizou que a criação da Secretaria do Mar é fundamental para organizar as ações relacionadas à economia marítima e fortalecer a agenda estratégica para Salvador. Segundo ela, essa estrutura traz segurança para investidores, estimula empreendimentos sustentáveis e permite a formulação de políticas públicas eficazes. O objetivo é converter o potencial do litoral em oportunidades concretas de desenvolvimento e inovação para a cidade.
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Debates sobre Empreendedorismo e Sustentabilidade
A programação da Sexta da Construção foi dividida em painéis que abordaram temas como “Salvador e a Economia do Mar”, “Como Empreender com Sustentabilidade” e “Economia Náutica: oportunidades para novos empreendimentos”. Esses debates trouxeram diferentes visões sobre como o litoral pode ser uma fonte de negócios inovadores, combinando empreendedorismo com práticas responsáveis e sustentáveis.
Integração entre Economia e Cultura
Além das discussões econômicas, o evento também destacou a relação entre arte e engenharia, com a exposição das obras do engenheiro civil e artista Durval Olivieri. Suas pinturas, que incluem naturezas-mortas, ipês, marinhas e composições abstratas, mostraram um lado criativo da profissão técnica, evidenciando que engenheiros podem contribuir com expressões artísticas diversas.
Durval Olivieri ressaltou que a pintura é uma forma de experimentar cores, formas e temas variados, reforçando a conexão entre técnica e sensibilidade artística. Essa diversidade amplia o entendimento sobre o papel dos profissionais da construção civil e sua influência além do campo estritamente técnico.
