Diálogo institucional para equilibrar cachês no São João
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia declarou apoio à recomendação conjunta do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e da União dos Municípios da Bahia (UPB) que sugere a fixação de um teto para os cachês pagos a artistas durante as festas juninas. A iniciativa busca estabelecer limites para os valores contratados com recursos públicos, promovendo uma gestão financeira mais responsável e evitando excessos nas celebrações tradicionais.
Democratização e ampliação das oportunidades para músicos
Segundo o secretário de Cultura, Bruno Monteiro, a recomendação ajuda a democratizar o acesso ao mercado musical local. Em entrevista concedida ao portal Achei Sudoeste e ao Programa Achei Sudoeste no Ar, durante o Programa de Governo Participativo (PGP) em Macaúbas, ele ressaltou que a medida não é uma proibição, mas um incentivo a uma distribuição mais justa dos recursos. “Às vezes, um cachê milionário destinado a uma única atração impede que muitos artistas menores participem”, explicou Monteiro, enfatizando o potencial da iniciativa para ampliar a participação de profissionais da música regional.
Sustentabilidade financeira e valorização dos artistas de forró tradicional
As preocupações manifestadas pelo MP-BA, UPB e pela Secretaria de Cultura concentram-se na sustentabilidade financeira das prefeituras e na preservação do espaço de artistas que dependem do período junino para garantir sua renda. Enquanto as grandes atrações nacionais têm acesso a eventos durante todo o ano, os músicos de forró tradicional da Bahia encontram no São João sua principal vitrine e fonte de sustento. A recomendação de teto para cachês pode contribuir para equilibrar essa dinâmica, fortalecendo a circulação cultural e o protagonismo dos artistas locais durante as festividades.
