Discussões Sobre Desenvolvimento e Cooperativismo
No último dia 26, o Auditório do SENAR, localizado no Parque de Exposições de Feira de Santana, foi palco do I Encontro sobre Cooperativismo, Associativismo, Empreendedorismo, Economia Solidária e Negócios. Este evento teve como foco principal o fortalecimento do cooperativismo e da economia solidária, trazendo à tona a importância da organização coletiva para o desenvolvimento econômico e social. O encontro reuniu representantes do poder público, entidades empresariais e produtores da região, que debateram estratégias para impulsionar a produção e o empreendedorismo local.
Em sua participação, o secretário de Governo, Luiz Bahia Neto, que representou o prefeito José Ronaldo, enfatizou a prioridade da atual gestão em estreitar laços com a zona rural. Desde o início de sua administração, o prefeito tem se empenhado em aprimorar o diálogo e a presença do governo nas comunidades rurais. “Um dos principais objetivos do prefeito ao assumir o cargo foi estabelecer um vínculo mais forte e reconhecer as necessidades da zona rural de Feira de Santana”, destacou Bahia Neto.
Ele também elogiou o trabalho da Secretaria de Agricultura, afirmando que as expectativas são de um desenvolvimento rural mais robusto nos próximos anos. “Estou certo de que, ao final da gestão, teremos uma zona rural muito mais ativa, satisfeita com a administração e em constante evolução”, completou.
A Importância do Associativismo para o Crescimento Econômico
Genildo Melo, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS), ressaltou que iniciativas que promovem a união entre empreendedores são essenciais para o crescimento econômico. Para ele, o cooperativismo e o associativismo desempenham um papel crucial na diminuição das dificuldades enfrentadas por quem empreende de forma individual. “Quando as pessoas tentam fazer tudo sozinhas, as dificuldades se multiplicam. O associativismo, o cooperativismo e o sindicalismo são fundamentais para o progresso econômico e social de nossa região”, enfatizou.
Melo também lembrou que a Associação Comercial é um pilar de apoio às pequenas empresas, as quais são responsáveis por mais de 80% dos empregos formais no Brasil. “As pequenas empresas são o motor da geração de empregos no país e, por isso, merecem nosso apoio constante”, afirmou.
Cooperação como Chave para o Acesso a Mercados
Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura da Bahia (FAEB) e representante do Sebrae, destacou a importância da cooperação para que pequenos produtores acessem mercados e aumentem sua renda. Segundo ele, a organização coletiva capacita os produtores a ganharem escala e estruturarem melhor suas atividades comerciais. “Quando os pequenos produtores se agrupam em cooperativas ou associações, eles conseguem produzir, processar e comercializar seus produtos com muito mais força”, observou Miranda.
Ele também evidenciou que o evento possui um caráter regional, congregando produtores de diversos municípios da micro região. “Este é um evento significativo, pois traz à tona o conhecimento e o fortalecimento do cooperativismo entre produtores de toda a área”, afirmou.
Ações da Prefeitura para o Setor Rural
O secretário de Agricultura de Feira de Santana, Silvanei Araújo, relembrou que incentivar a organização dos produtores é uma estratégia da prefeitura para fortalecer o setor rural. Ele informou que a secretaria já cadastrou 125 associações que participam de diversas ações voltadas à agricultura familiar. “Todas as iniciativas que realizamos, como a distribuição de sementes e programas como o Seguro Safra, envolvem essas associações”, explicou Araújo.
Para o secretário, o cooperativismo desempenha um papel vital na geração de emprego e renda na zona rural. “Ele é essencial para fortalecer um setor que proporciona trabalho, renda e desenvolvimento para os distritos e para toda a área rural”, destacou.
Mobilizando Iniciativas de Economia Solidária
Evaldo Alves, presidente regional da CUFA, destacou que a principal meta do encontro é mobilizar cooperativas, associações comunitárias e empreendedores da economia solidária. A proposta, segundo ele, é identificar demandas e estabelecer conexões com instituições que possam auxiliar o crescimento dessas iniciativas. “Queremos impulsionar essas comunidades e empreendedores, compreendendo suas necessidades para avançar em seus negócios”, afirmou.
Evaldo também sublinhou o potencial econômico de setores frequentemente subestimados, como a reciclagem e a coleta seletiva. “Esse segmento movimenta bilhões globalmente. Muitas vezes, estamos tratando de recursos que são descartados e que poderiam gerar renda para muitas famílias”, enfatizou.
A expectativa é que o encontro resulte na formação de novas parcerias e projetos que beneficiem tanto a área urbana quanto a rural. “Estamos criando uma ampla rede de parceiros que atuará em diferentes áreas para ajudar essas pessoas a desenvolver seus negócios e transformar a realidade de inúmeras famílias”, concluiu.
