Oficina para Fomentar a Cultura em Alagoinhas
Com a proposta de democratizar o acesso a recursos públicos e impulsionar a produção artística na região, a Prefeitura de Alagoinhas, em colaboração com as secretarias de Cultura, Esporte e Turismo (Secet) e de Desenvolvimento Social (Sedes), promoveu, nos dias 10 e 11 de abril, uma oficina dedicada à elaboração de projetos culturais e à organização de portfólios para os fazedores de cultura da cidade. O intuito é capacitar esses profissionais a estruturarem melhor suas propostas, facilitando a captação de recursos financeiros. A atividade contou com a parceria da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).
O foco principal da oficina é assegurar que os novos editais culturais atendam não apenas artistas com deficiência, mas que toda a produção cultural no município seja acessível a todos os cidadãos. “Construir uma cultura inclusiva é um dever de todos. Com iniciativas intersetoriais como essa, conseguimos ampliar a participação social e promover a cidadania das pessoas com deficiência”, destaca Diana de Jesus Ribeiro de Carvalho, gerente de Políticas para Inclusão e Direitos da Pessoa com Deficiência da Sedes.
Dinâmica da Oficina e Temas Abordados
Ministrada pela representante da Secult-BA, Anny Argôlo, a oficina teve uma carga horária de aproximadamente oito horas e ocorreu no Espaço Colaborar, localizado na Biblioteca Maria Feijó. O encontro foi dividido em duas partes: no primeiro dia, os participantes discutiram a formação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Penab) em Alagoinhas; já no segundo dia, as orientações focaram na estruturação do portfólio dos agentes culturais.
Apesar da disponibilidade de recursos significativos para o incentivo à cultura no Brasil, uma quantidade considerável desses fundos deixa de ser utilizada. Em muitos casos, a falha não está na criatividade ou na relevância das propostas, mas nas dificuldades enfrentadas durante a elaboração dos projetos e no cumprimento das exigências dos editais, além da organização da documentação necessária.
Impacto e Expectativas na Cultura Local
Estima-se que entre 10 e 20% do total dos recursos disponíveis, que anualmente soma cerca de R$ 3 bilhões, não sejam aproveitados para projetos culturais. Para a diretora de Cultura da Secet, Maria Tereza Costa de Castro, a oficina é um passo vital para democratizar o acesso dos fazedores de cultura aos editais de financiamento. “Nossa missão é trazer esses profissionais para perto dos editais e auxiliá-los na organização de portfólios que atendam aos padrões estabelecidos em níveis municipal, estadual e nacional. Estamos comprometidos em promover essa formação, pois, sem ela, o acesso aos recursos torna-se quase inviável”, explica.
O poeta, professor, historiador e jogador de basquete, Arthur de Sousa Santos, também participou da oficina e enfatizou a importância de “profissionalizar os ambientes culturais da cidade para complementar os espaços que promovem a arte e a cultura em Alagoinhas”. Assim, eventos como essa oficina são fundamentais para fortalecer o cenário cultural local e garantir que todos os artistas, independentemente de suas condições, possam ter suas vozes ouvidas e valorizadas.
