Homenagem ao Professor e Médico Geraldo Leite
No dia 23 de abril, Feira de Santana comemorou o centenário de uma de suas figuras mais influentes: o médico e educador Geraldo Leite. Reconhecido por sua atuação decisiva na implantação da universidade Estadual de Feira de Santana, Leite completou 100 anos com um legado inestimável nas áreas da educação e saúde, refletindo seu impacto no desenvolvimento da cidade.
As celebrações em homenagem ao centenário continuam nesta quarta-feira, 29, com um almoço por adesão, às 12h, no Restaurante Los Pampas. O evento é uma iniciativa conjunta de quatro importantes instituições: a Academia Feirense de Letras, a Academia de Educação de Feira de Santana, a Academia de Letras e Artes de Feira de Santana e o Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana, entidades nas quais o homenageado é um membro ativo.
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O professor Josué Mello ressaltou a importância histórica de Geraldo Leite e sua conexão com Feira de Santana desde o início de sua carreira. “Doutor Geraldo Leite foi aquele sergipano que veio para a Bahia estudar, formou-se em Medicina e, após sua graduação, iniciou sua trajetória profissional em Feira de Santana. Assim que chegou, já vislumbrou a criação de uma universidade”, comentou.
Esse projeto ousado recebeu apoio político e empresarial significativo, alcançando o então governador Luiz Viana Filho, que possibilitou a fundação da universidade. “A ideia ganhou força, chegou ao gabinete do governador Luiz Viana Filho e resultou na criação da universidade. Inicialmente, começou como uma fundação, e ele foi nomeado presidente da estrutura. Após a implementação da universidade, foi o primeiro reitor”, detalhou Mello.
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Geraldo Leite ocupou a reitoria por três anos, desempenhando um papel crucial na consolidação da universidade como uma referência regional em ensino superior. Sua trajetória, no entanto, não se limitou ao âmbito acadêmico. Ele também se destacou na saúde e na produção intelectual. Apesar de seus 100 anos, continua ativo, presidindo o Instituto José Silveira em Salvador, e seu trabalho se estende a iniciativas no Brasil e no exterior.
“É um homem que não para. Com 100 anos, lúcido e trabalhando, ele viaja pela América, Ásia e África, criando academias. Uma figura única que prestou um serviço imenso à Feira de Santana”, afirmou o professor Josué.
Nascido em Aracaju, Sergipe, em 1926, Geraldo Leite formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1950. Desde os tempos de estudante, já demonstrava habilidades de liderança, fundando o Grêmio Científico Oswaldo Cruz e sendo reconhecido por seus projetos.
Em Feira de Santana, além de exercer as funções de médico e professor, Leite foi um dos pioneiros na criação do primeiro banco de sangue da cidade, contribuindo para o crescimento estrutural do município. Sua carreira é marcada por uma série de funções acadêmicas, científicas e administrativas, e ele é autor de diversos trabalhos, assim como membro de instituições culturais tanto no Brasil quanto no exterior. Para o professor Josué, o centenário de Geraldo Leite representa um momento de reconhecimento e celebração do legado coletivo que ele construiu ao longo de sua vida.
