Propostas para a Saúde na Bahia
Com as eleições se aproximando, as propostas para a saúde pública na Bahia ganham destaque entre os eleitores. O futuro do acesso aos serviços públicos dependerá das decisões do próximo governador. Para esclarecer as opções, o portal A TARDE detalha os planos dos três principais candidatos: Jerônimo Rodrigues (PT), ACM Neto (União Brasil) e Ronaldo Mansur (PSOL).
Jerônimo Rodrigues aposta na regionalização e tecnologia
O atual governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, mantém a linha de continuidade do modelo vigente, com foco em descentralização e avanços digitais. Sua estratégia inclui instituir uma nova regionalização da saúde, revisando o Plano Diretor para eliminar os chamados “vazios assistenciais”. O plano prevê a construção de 450 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com 39 delas direcionadas a populações indígenas, além de cinco hospitais e maternidades estaduais.
Jerônimo também destaca o programa “Saúde na Palma das Mãos”, plataforma digital que facilita o acesso do cidadão a serviços e informações sobre regulação. Outra iniciativa é a Policlínica Digital Bahia, que amplia as teleconsultas e o monitoramento remoto de pacientes com doenças crônicas e câncer.
Para elevar o atendimento especializado, o candidato planeja expandir as Policlínicas Regionais com seis novas unidades e fortalecer o diagnóstico oncológico com equipamentos de alta tecnologia (PET-CT) em Juazeiro e Barreiras.
ACM Neto prioriza gestão ágil e parceria com a rede privada
ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, apresenta um plano que visa reformular a gestão e acelerar o atendimento no sistema público. Propõe criar uma Nova Central de Regulação, inspirada no modelo paulista CROSS, garantindo transparência e critérios clínicos para organizar a fila de espera. Entre seus compromissos está a promessa de “Fila Zero” para as quatro principais causas de mortalidade: trauma, infarto, AVC e parto de alto risco.
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Outra proposta é o PIX Saúde, que permite ao Estado contratar diretamente a capacidade ociosa em hospitais privados e filantrópicos para zerar filas de exames e cirurgias rapidamente. Além disso, pretende utilizar a estrutura noturna das clínicas para realizar exames represados, no modelo conhecido como “Corujão da Saúde”. ACM Neto também planeja reformar o Planserv, substituindo o sistema de cotas por uma rede credenciada mais ampla, sem limite para agendamentos.
Ronaldo Mansur defende estatização e participação popular
O candidato Ronaldo Mansur (PSOL) apresenta uma proposta mais ideológica, focada no controle direto do Estado sobre a saúde e na participação comunitária. Ele defende a estatização da assistência social e a gestão plena dos serviços públicos, rejeitando parcerias com organizações sociais ou iniciativa privada.
Mansur propõe implementar uma “Vigilância em Saúde participativa”, que priorize populações vulneráveis, como quilombolas e indígenas, por meio de Comitês Populares de Mobilização que garantam voz direta à população nas decisões. Além disso, relaciona a saúde ao bem-estar social mais amplo, defendendo a transformação do Bolsa Família em uma Renda Básica de Cidadania Universal e a revogação de reformas previdenciárias anteriores.
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Fonte: rjnoar.com.br
Comparando os planos para a saúde pública
Os candidatos apresentam caminhos distintos para a saúde na Bahia. Jerônimo Rodrigues foca na expansão da rede pública e na integração por meio da tecnologia. ACM Neto aposta na reformulação da regulação e na parceria com a rede privada para agilizar atendimentos. Ronaldo Mansur, por sua vez, propõe que o Estado assuma integralmente a gestão, com maior controle popular e afastamento das parcerias.
Essas diferenças mostram como a escolha do próximo governador pode impactar diretamente no acesso, qualidade e gestão dos serviços de saúde pública oferecidos aos baianos.
